André Streppel, diretor executivo da WKRH. Foto: Divulgação.

É verdade que mesmo na crise o mercado de TI segue em crescimento. Ainda que lento, mas crescendo. É verdade também que mesmo com a economia do país estática, faltam profissionais qualificados para as vagas existentes. Será mesmo? O maior desafio é equalizar as competências entre empresa e candidato. 

O número de vagas trabalhadas na consultoria em 2016 não teve queda em relação a 2014 e 2015. Os fatos que mais vem caracterizando a crise no mercado de TI na percepção do RH são dois: as empresas estão muito mais criteriosas ao contratar um profissional e; a crise virou a justificativa para grande parte dos profissionais que estão no mercado. Mas será que é assim mesmo?

Em tempos de recessão, a TI ganha maior visibilidade. É a TI que pode automatizar os processos, propor soluções mais eficazes e reduzir custos da operação de uma empresa.  Tudo isso com um orçamento mais enxuto. Neste contexto não há espaço para contratar o profissional errado. Não há orçamento previsto para falhas na contratação. Portanto, as empresas passam a ter um processo mais criterioso e mais assertivo na escolha do profissional. Neste momento, é ainda mais importante que algumas competências tão comentadas pelos RH´s se tornam mais relevantes. 

Quase 90% dos profissionais de TI apontam a crise como fator determinante para estar desempregado. É fato que a crise desemprega muita gente. Poucos são os profissionais que estão no mercado e apresentam as competências necessárias além do conhecimento técnico. 

Engajamento, resiliência, comunicação e empatia são apenas algumas características que as empresas buscam. Será que em época de crise, a empresa dispensaria um profissional com estas características e conhecimento técnico? Será que, ao desligar o profissional a empresa está sendo honesta na sua justificativa? 

Cabe a área de recursos humanos conseguir passar a real percepção para o profissional durante uma entrevista de emprego, avaliação de desempenho, reunião de feedback ou no desligamento. Só assim estaremos de fato contribuído com o desenvolvimento do ser-humano e consequentemente com a nossa empresa. 

Também existe a questão da expectativa salarial x orçamento da empresa. Mas isso é outra história...

* André Streppel é diretor executivo da WKRH