Douglas Falsarella

Um dos fatos que vem chamando a atenção no mercado de tecnologia da informação e comunicação ultimamente é quanto às novas implementações de virtualização de usuários e serviços estarem 100% baseadas em software.

Com o SDN (Software Defined Networking), o mercado das redes está sofrendo uma grande revolução e provocando profundas mudanças culturais no mercado Global de TIC.

O impacto econômico do modelo SDN no mercado é enorme e a tendência é de que os projetos de infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação poderão custar entre 20% a 40% menor do que custam atualmente.

Ou seja, será possível pagar menos pelo hardware, que com o SDN vira commodities e será compartilhado de forma virtual, e ainda economizar tempo e dinheiro nas fases de projeto, implementação e trouble shooting.

Com o SDN, o período entre o projeto e a entrada em operação de uma rede corporativa com todos os ajustes, testes e garantias de segurança que são necessários, passará de meses para dias.

Desde o inicio deste ano estamos testemunhando a implantação de SDN via Arista EOS e aplicações de rede programáveis ​​associados, tais como telemetria avançada, OpenWorkload e atualização do sistema inteligente (SSU).

A vantagem dessas aplicações é uma grande economia em OPEX, além de garantir maior agilidade no serviço. O que chama atenção é que o SDN pode se tornar um mercado de US$ 2 bilhões em nos próximos três ou cinco anos.

No entanto, ele não pode ser implantado de forma isolada e deve ser construído em configurações híbridas, co-existente com tecidos IP abertos.

Apesar da visão comum de que o SDN é um controlador ou um conjunto de gerenciamento de rede ou OpenFlow, tenho uma visão mais pragmática de que ele é um conjunto de interfaces abertas de programação, que permite os aplicativos conduzirem ações de networking.

Ao contrário do equívoco de que o SDN é apenas um controlador, tenho como base de que ele está dimensionado do plano de controle, gestão e dados com interfaces programáticas e abertas.

Isso significa que a personalização da rede com o script de alto nível e programáticas linguagens, APIs estruturas legíveis por máquina e protocolos são baseados em padrões, bem como a interoperabilidade com redes-friendly do controlador.

O SDN oferece mais domínio da configuração de rede e maior controle de inovação e diferenciação e isso permite uma maior aplicação da inteligência baseada no software, promovendo automação das operações e controles de custo, além de liberar e acelerar a criação de novos serviços.

Na realidade, o SDN é nada menos do que a continuidade da computação em nuvem, ou melhor, da virtualização, tendência que teve início com servidores e hoje atinge todos os segmentos, inclusive os data centers.

Além disso, a ferramenta é capaz de levar para as empresas a capacidade de ter uma área de TIC que responde com segurança, rapidez e controle quanto aos novos desafios de negócios.

*Douglas Falsarella, gerente de redes da Broadtec