Seth Ravin, CEO da Rimini Street.

Os clientes SAP deveriam postergar ao máximo a migração para o S/4, a última geração do sistema de gestão da multinacional alemã, para só então decidir entre fazer o upgrade -  ou partir para uma visão totalmente diferente de arquitetura de software empresarial.

A opinião é de Seth Ravin, CEO da Rimini Street, a maior empresa no mercado de suporte terceirizado de sistemas, atualmente com 120 clientes no Brasil, incluindo empresas usuárias de SAP, Oracle e Salesforce.

A visão de Ravin é que os clientes atuais do ECC devem usar o ERP no mínimo até 2030, quando se encerra o suporte, para então avaliar uma migração para o S/4, ou, dependendo, para uma nova arquitetura baseada em softwares especialistas integrados, o chamado “best of breed”, e não um grande sistema de um único fornecedor.

“Um upgrade de ERP simplesmente não é um investimento a partir do qual as empresas podem obter vantagem competitiva”, afirma Ravin. “As empresas tem que fazer uma avaliação fria sobre retorno do dinheiro que gastam, ainda mais no momento atual”, agrega o CEO da Rimini.

Para Ravin, mesmo a empresa que ao final optar pela migração para o novo sistema no final do prazo de suporte ao ECC  pode se beneficiar com custos menores, devido ao aumento de mão de obra capacitada em S/4. 

O negócio da Rimini é justamente facilitar essa decisão, ao permitir que o cliente deixe de fazer upgrades no seu ERP, ao assumir o suporte e os ajustes necessários na área tributária, normalmente contratados do provedor do sistema, e manter funcionando o que já funciona bem, sem fazer upgrades. Na média, os custos caem 50%.

“Nós conseguimos reduzir o custo com a manutenção dos sistemas, liberando orçamento da TI para investimento em tecnologias que trazem vantagem competitiva e não sistemas de contabilidade”, aponta Ravin.

De acordo com a Rimini, um departamento de TI típico gasta 90% do seu orçamento com a manutenção de sistemas já existentes. A empresa promete reduzir esse valor para 60%, liberando verbas para iniciativas em áreas mais quentes como analytics, inteligência artificial ou segurança.

“Muitas vezes, são os próprios vendedores da SAP ou da Oracle que sugerem ao cliente adotar o nosso suporte terceirizado, visando liberar orçamento para novas linhas de produtos na nuvem”, revela Ravin.

A Rimini é conhecida pelo suporte terceirizado, mas vem agregando novas camadas ao serviço, como, por exemplo, os chamados gerenciamento de aplicações de software (AMS, na sigla em inglês) desde 2019.

Com a oferta de AMS, a Rimini passa também a administrar alguns dos sistemas do clientes, além de fazer o suporte de problemas e atualizações tributárias. A proposta é que, ao fazer as duas coisas, a empresa pode derrubar ainda mais os custos dos clientes com a operação de sistemas.

Isso porque a Rimini não baseia seu modelo de suporte no número no número de horas usadas em resolver incidentes. Esse atendimento é ilimitado. A empresa diz que, na média, seus clientes de AMS têm uma queda de 32% nos casos atendidos.

“A única maneira da Rimini ser lucrativa é resolver o maior número de problemas possíveis na raíz e não ficar sempre atendendo os mesmos problemas”, explica Ravin. “Nós não somos uma empresa de sistemas, nós somos uma empresa de suporte”, agrega o CEO.