Roberto Rigotto, CEO da Simply. Foto: Divulgação.

A Simply, fintech de Belo Horizonte, une as tecnologias de automação e nuvem da Microsoft com recursos de inteligência artificial para realizar o processo de análise de crédito.

Com isso, a empresa reduz para uma questão de segundos uma atividade que antes levava minutos.

Para fazer um processo de conferência e análise de crédito totalmente digital, a Simply usa duas ferramentas. 

A primeira, batizada de Atomics, baseia-se em IA para automatizar uma série de processos que antes eram feitos manualmente. Ela classifica eletronicamente documentos como RG, CPF, CNH, comprovantes de endereço, contratos e termos de adesão. 

O sistema também é capaz de detectar fraudes como duplicidade e adulteração de documentos. A ferramenta ainda verifica se todos os documentos estão assinados e, no caso de pessoas analfabetas, faz um reconhecimento da impressão digital. Ao final do processo, as imagens dos documentos são convertidas em dados.

Uma segunda ferramenta, o S-Works, é responsável por executar de forma eletrônica as tarefas posteriores à triagem dos documentos, tais como checklist, comparação de informações, consultas em sites externos e validação de regras de negócios. 

Essa tecnologia pode ser aplicada a diversos produtos financeiros de uma instituição, como os processos abertura de contas, contratação de empréstimos, venda de cartões, entre outros.

As duas ferramentas da Simply rodam em Azure, a nuvem da Microsoft. A nuvem permite o processamento de milhares de documentos por hora, com a possibilidade de se adaptar automaticamente a picos de demanda sem impacto no desempenho da Simply.

“Identificamos em nossas operações que 30% das propostas que os nossos clientes recebem não apresentavam todos os documentos obrigatórios, o que consumia grande esforço manual de conferência. Automatizamos todo o trabalho manual que ainda era feito pelos bancos e, por meio das soluções da Simply com a nuvem da Microsoft, simplificamos o processo de análise da documentação”, explica Roberto Rigotto, CEO da Simply.

Com a troca para o digital, a empresa diminuiu o tempo de análise da proposta do crédito consignado em 90%.