BOLADA

Idwall levanta R$ 210 milhões

01/06/2021 10:44

Rodada série C foi liderada pelo family office Endurance com participação de outros sete fundos.

Lincoln Ando e Raphael Melo, fundadores da Idwall. Foto: divulgação.

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A Idwall, startup paulistana de autenticação digital anti-fraude, recebeu um aporte de R$ 210 milhões em rodada série C liderada pelo Endurance, o family office dos herdeiros de Pedro Conde, banqueiro que fundou e depois vendeu o BCN para o Bradesco nos anos 90.

De acordo com o site Brazil Journal, a rodada também teve a participação dos fundos GGV Capital, Península, Monashees e Norte Ventures, além dos já investidores Canary, Qualcomm e ONEVC.

Criada em 2016, a Idwall foi fundada por Raphael Melo e Lincoln Ando, ex-desenvolvedores do Banco Original. Ando aprendeu a programar com 12 anos, estudou na Unicamp e, no banco digital, era responsável pela criação da solução de onboarding de novos clientes.

A plataforma da Idwall é justamente voltada a esse processo, sendo a startup um dos principais players no mercado de autenticação de identidade quando o usuário abre uma conta em um banco digital ou no site de um varejista.

Assim que contrata a solução, o cliente tem acesso a um serviço que permite, por exemplo, usar visão computacional para identificar se a foto do documento do cliente está legível e com boa iluminação.

Numa etapa posterior, a inteligência artificial captura todas as informações escritas no RG e, depois de validar o documento, a plataforma faz a captura do rosto do cliente com duas camadas de proteção anti-fraude.

Primeiro, identifica se a pessoa realmente está ao vivo, pedindo para ela movimentar o rosto na câmera, e compara a selfie com a foto do documento de identidade usando um algoritmo proprietário.

Em seguida, checa o histórico do cliente acessando 250 bancos de dados públicos e privados para checar os antecedentes do novo usuário — o que inclui desde antecedentes criminais até os dados nos serviços de proteção ao crédito.

Com base nisso, a solução dá um score de risco dependendo do que a pessoa está querendo fazer.

A Idwall cobra uma assinatura mensal que varia de acordo com o número de validações. Se o cliente contratar mil validações por mês, por exemplo, paga um custo unitário por validação menor do que se contratar o pacote de 100.

Ainda de acordo com a publicação, a companhia não abre o faturamento, mas os fundadores afirmam que ela já teria tamanho para um IPO, considerando a receita das empresas de tech que abriram capital recentemente.

Hoje, a Idwall atende mais de 300 empresas, incluindo dois dos três maiores bancos brasileiros e mais de 12 unicórnios, como iFood e QuintoAndar, além de varejistas como o Grupo Pão de Açúcar.

Até agora, a empresa já havia levantado quase R$ 50 milhões em outras três rodadas de capital. No seu processo de aceleração, a 500 Startups aplicou R$ 500 mil e, com sete meses de fundação, a startup recebeu R$ 2 milhões da Monashees e da Canary.

Em 2019, o aporte foi de R$ 40 milhões em rodada liderada pela Qualcomm Ventures LLC com a participação de nomes como ONEVC, Canary, Monashees e Grupo Globo. 

O novo investimento deve ser usado na estratégia de expansão da Idwall, que inclui crescimento orgânico, com a expansão do time comercial, e M&As pontuais.

“Aquisição não é nossa primeira opção, mas estão surgindo oportunidades interessantes e estamos com algumas negociações abertas. A ideia é comprar tanto market share quanto capabilities, com pequenas empresas que tenham produtos adjacentes aos nossos e que possamos fazer o upsell”, adiantou Lincoln Ando, cofundador da Idwall, ao Brazil Journal.

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