MEIA VOLTA VOLVER

Microsoft desiste de liberar licenciamento

01/11/2019 10:44

Usuário final da plataforma Power vai precisar pedir para o TI se quiser comprar software.

Essa é a segunda vez nos últimos meses que a Microsoft muda de ideia após reação negativa. Foto: Pexels.

Tamanho da fonte: -A+A

A Microsoft voltou atrás e não vai mais permitir que o usuário final compre as ferramentas da plataforma Power à vontade.

De acordo com o The Register, a empresa anunciou que, a partir de 19 de novembro, os administradores de TI poderão desativar a plataforma de autoatendimento.

A opção de veto poderá ser feita por produto, impedindo que os colegas de trabalho licenciem e instalem o PowerBI, PowerApps e Flow sem limites.

Nesta semana, a Microsoft havia anunciado que iria permitir a compra por autoatendimento para o usuário final do Office 365 na plataforma Power.

Na medida, os usuários finais poderiam comprar assinaturas ou atribuir licenças para si ou para seus departamentos sem entrar em contato com o administrador.

Com isso, a área de TI perderia o controle sobre parte do ambiente de tecnologia, uma situação cada vez mais comum, conhecida pelo termo Shadow IT.

A oferta de autoatendimento será mantida, mas vai demorar um pouco mais para ser lançada. 

A previsão de início era para novembro, mas a opção deve ficar disponível somente em 14 de janeiro. Será com o Power BI para todos os clientes comerciais da nuvem.

A volta atrás da Microsoft teve base nos comentários dos clientes, principalmente administradores de TI, que não gostaram nada da novidade.

Ela seria um desafio para administradores de TI, não apenas com o controle de custos, mas também com a conformidade, o controle da expansão de dados e a manutenção de sistemas coerentes.

A empresa de tecnologia havia dito que o recurso de compra por autoatendimento chegaria automaticamente e não seria configurável, não havendo nenhuma ação a ser tomada.

Outra atualização divulgada é que as organizações com licenças governamentais, sem fins lucrativos e educacionais não serão elegíveis para a opção de autoatendimento.

OPS!

Essa é a segunda vez nos últimos meses que a Microsoft anuncia uma decisão polêmica e dá para trás com a reação negativa.

Em julho, a empresa decidiu que ia cobrar o valor cheio das licenças de uma série de soluções oferecidas a preços camaradas para os seus parceiros, como parte do programa de canais.

Com a perspectiva de terem que pagar a conta completa pelo uso da tecnologia da Microsoft, o que aumentaria seus custos várias vezes, os parceiros ficaram revoltados. 

Uma petição online com mais de 5 mil assinaturas acusa a multinacional de estar “entrando em guerra com seus parceiros”.

Analistas do mercado de canais também acharam a medida desastrada. 

Em menos de uma semana, a Microsoft reverteu a decisão.

Veja também

MICROSOFT
Frimesa adota Office 365 com Solo Network

A companhia conta com 1,4 mil usuários.

VENDAS
Ricote, ex-Equinix, está na AX4B

Executivo experiente no mundo Microsoft é o novo diretor comercial no Rio de Janeiro.

SHADOW IT
Office 365 vai liberar compra para usuário final

Com início em novembro, mudança começa na plataforma Power.

NUVEM
Microsoft leva contrato de US$ 10 bilhões do Pentágono

Decepção para a Oracle, que conseguiu derrubar a AWS, mas não levar o cliente.

REVENDAS
SoftwareOne agora está na bolsa

Abertura de capital mostra a tendência de consolidação mundial no canal de software.

DESKTOP
Firefox é eleito o navegador mais seguro

Recomendação é da agência alemã de segurança da informação.

COMUNICAÇÃO
Anatel migra para Office 365 com Brasoftware

O acordo foi feito a partir de uma licitação.

AZURE
SAP: acordo de migração para nuvem com Microsoft

Azure é a nuvem preferencial da SAP para clientes interessados em migrar o ERP da versão on-premise.

RIP
Mark Hurd, co-CEO da Oracle, morre aos 62 anos

Há pouco mais de um mês, Hurd havia anunciado seu afastamento da empresa por motivos de saúde

NUVEM
Cia. da Consulta adota Tasy com Digisystem

O sistema é utilizado por 200 usuários das áreas assistenciais e financeira da companhia.