Luiza Helena Trajano. Foto: Vinícius Magalhães/Divulgação.

Luiza Helena Trajano, a presidente do conselho da Magazine Luiza, acabou de entrar no conselho de administração da Arezzo, no lugar de Paula Bellizia, a ex-CEO da Microsoft Brasil que no início do ano se mudou para Miami para assumir o cargo de VP para a América Latina da companhia de tecnologia.

Trajano já está no board da Sadia e da Algar Telecom. Hoje, também comanda o conselho da LuizaSeg, a operadora de seguros do Magazine Luiza e do BNP Paribas.

Sobrinha da fundadora do Magazine Luiza, a empresária fez carreira na companhia da família e chegou ao cargo de CEO em 2009. Em 2015, deixou o comando para o filho, Frederico Trajano, e assumiu a presidência do board.

Com a troca, o tema tecnologia perde influência no board da Arezzo, mas talvez menos do que parece em um primeiro momento.

(Falando em tecnologia, o Baguete revelou com exclusividade na semana passada que Rodrigo Ribeiro, ex-superintendente de TI do Agibank, é o novo diretor de TI da Arezzo. Ribeiro substitui Júlio Baião, que assumiu o cargo em fevereiro do ano passado, vindo da C&C Casa e Construção).

O Magazine Luiza é talvez o varejista brasileiro com uma postura mais ousada em relação ao tema. Nesta semana, a empresa esteve nas manchetes ao comprar a Netshoes, um dos maiores players de e-commerce do país, por US$ 62 milhões.

A compra alavanca o negócio online da Magazine Luiza, que vem crescendo em ritmo acelerado. A empresa apresentou alta de 36,2% no faturamento em 2018, chegando a R$ 19,7 bilhões. 

No período, o e-commerce cresceu 60,1%. Vendas digitais já eram um terço do total no começo de 2018.

Na nova de divulgação da compra, o CEO da Magazine Luiza, Frederico Trajano, define a empresa como uma “empresa de tecnologia voltada ao varejo”.

“Estamos saltando etapas importantes na construção de uma plataforma digital robusta e completa, e entrando com força em alguns dos maiores mercados da Internet brasileira: os de vestuário, calçados, artigos esportivos e moda”, afirma Trajano.

O negócio de vendas pela internet tem sido reforçado por aquisições.

Em 2013, a Magazine Luiza já havia feito um investimento mais modesto em e-commerce, levando a Época Cosméticos por R$ 25,6 milhões.

Mais recentemente, em 2017, a empresa adquiriu a startup de e-commerce Integra, de Itajubá (MG), especializada na integração e gestão do relacionamento entre lojistas e marketplaces. 

A área de tecnologia tem ganhado importância na companhia. No final do ano passado, o Magazine Luiza criou uma quinta posição no board de diretores da empresa para André Fatala, diretor do Luiza Labs, o centro de inovação da varejista.