Dennis Herszkowicz. Foto: divulgação.

A Linx, desenvolvedora de soluções de gestão para varejo, anunciou a criação de uma joint-venture com a operadora de cartões Cielo para o desenvolvimento de soluções para varejistas de pequeno porte.

A nova empresa, de nome não divulgado, será focada na oferta de uma solução única e integrada, que embarca automação comercial, software de gestão e plataforma de pagamentos eletrônicos para pequenas e médias empresas com estruturas de até cinco lojas.

A nova oferta, inédita na América Latina, traz para o Brasil o conceito de Ponto Integrado de Venda (IPOS, na sigla em inglês), fornecendo aos pequenos varejistas uma solução integrada e flexível para diferentes necessidades.

Segundo Dennis Herszkowicz, CFO da Linx, a joint-venture chega para aproveitar um mercado nacional pouco aproveitado, através de uma oferta de valor diferenciada. A previsão de lançamento da nova oferta é para o primeiro semestre de 2015.

"Queremos aproveitar um nicho pouco aproveitado, tanto pelos fornecedores de soluções de gestão, assim como pelas empresas de pagamento eletrônico", destacou o executivo.

As empresas não divulgaram os valores envolvidos nesta transação. No entanto, a joint-venture operará como uma nova companhia, com ofertas e atendimento próprios.

"O desenho de escopo e de oferta será autonomo da nova companhia, mas o software de gestão será da Linx como fornecedora, assim como a parte de adquirência, que será um serviço da Cielo", expica Herszkovicz.

O CFO não deu detalhes sobre o tamanho ou ticket médio das empresas na mira da empresa, mas segundo ele o plano é trazer para a carteira da nova joint-venture um perfil de cliente que a Linx atualmente não conta.

"Um estudo da McKinsey apontou que estes terminais integrados deverão representar cerca de 50% do mercado norte-americano até 2017. Acreditamos que o cenário brasileiro também tenha um alto potencial na adoção deste tipo de produto", destacou Herszkowicz.

Em 2013, a Linx atingiu uma receita operacional bruta de R$ 331,3 milhões em 2013, um aumento de 27,9% frente aos números do ano anterior.

Em pesquisa realizada pela Cielo ao longo de 2013 com mais de 800 proprietários ou responsáveis pela gestão de estabelecimentos dos segmentos de alimentação e vestuário, concluiu-se que essa oferta apresenta um grande potencial, visto que 52% dos entrevistados não possuem automação comercial.

O estudo mostrou ainda que 50% desses lojistas fazem controles manuais (anotações em caderno), 30% utilizam planilhas eletrônicas e 6% não realizam nenhum tipo de controle. Além disso, cerca de 70% afirmam não ter um catálogo de produtos estruturado.

"Reconhecemos que esse segmento vem passando por uma importante transformação nos últimos anos e acreditamos que a adoção de novas soluções, fruto da parceria entre a Cielo e a Linx, vai agregar produtividade e eficiência em toda a cadeia”, afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo.

Embora as empresas já tenham firmado um acordo de intenções para a nova companhia, a concretização da operação está sujeita à assinatura dos documentos definitivos e à aprovação das autoridades regulatórias.