Imagem aérea da região da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Foto: divulgação.

A prefeitura de Florianópolis lança, no site de seu projeto de Geoprocessamento, 39 fotos aéreas da cidade.

As imagens foram captadas entre 2010 e 2012 por três aeronaves ao mesmo tempo, que não usaram câmeras, mas sim um sistema aerofotogramétrico acoplado a computadores e equipamentos GPS, além de um sistema inercial e acelerômetros que permitem controlar e precisar os dados georreferenciais das fotos.

O projeto faz parte do Programa de Levantamento Aerofotogramétrico do Estado, cuja realização vem desde 2008, quando começaram as captações de imagem, em um trabalho que já consumiu investimento de aproximadamente R$ 12 milhões.

A meta é utilizar as imagens para o planejamento costeiro, urbano e rural, avaliação ambiental integrada, efeito de mudanças climáticas, estudos de potencial hidroelétrico, delimitação de zonas de risco em áreas atingidas pelas enchentes e realocação de moradias, entre outras ações.

Conforme divulgado pela prefeitura, a cidade é a primeira do estado a disponibilizar estes dados para acesso público, e as imagens poderão ser usadas para aplicações como planejamento do plano diretor municipal, cadastro técnico e análise das áreas de preservação permanente.

Encabeçado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Florianópolis, o Programa de Levantamento Aerofotogramétrico do Estado integra o Sistema de Geoprocessamento da capital catarinense, que já reunia fotos da cidade desde 1938, mas até 1996, continha cobertura aerofotogramétrica em preto e branco e em escala 1:20.000. Hoje, as fotos são em e 1:5000, ampliando a visibilidade dos detalhes.

MAQUETE
A capital catarinense é bastante adepta a projetos de demonstração imagética.
Há cerca de um ano, por exemplo, a prefeitura de Florianópolis lançou o “Floripa Interativa: projetando o futuro”, uma espécie de maquete digital para demonstração em 3D de projetos de inovação em andamento e futuros na cidade.

A iniciativa, localizada inicialmente no Sapiens Parque, reúne um telão de nove metros de comprimento por quatro de altura para exibição de informações multimídia sobre inovação, ações de sustentabilidade urbana, ambiental, social e econômica da cidade,

Projetos de obras e empreendimentos como a revitalização do Largo do Mercado Público, de um parque no aterro da Via Expressa Sul e de um túnel no Morro da Cruz foram as primeiras disponibilizadas na maquete.

A ideia nasceu como uma ação de planejamento urbano da prefeitura, com objetivo de registrar e apresentar projetos de infraestrutura para as próximas décadas.

CAPITAL INOVADORA
O cenário de inovação em Florianópolis é movimentado.

Em abril de 2012 foi aprovada na câmara de vereadores a Lei Municipal de Inovação, que destinou R$ 15 milhões para investimentos em projetos da área na cidade a partir de 2013.

A lei criou o Fundo Municipal de Inovação e o Programa de Incentivo à Inovação, alémd e prever a instituição de instrumentos como o Sistema e o Conselho Municipal de Inovação, os Arranjos Promotores da Inovação, a Rede de Escritórios de Projetos de Inovação e o Plano de Sustentabilidade.

Antes da aprovação da lei, a cidade já havia investido, em 2011, R$ 2,9 milhões em uma rede própria de 174 quilômetros de fibra para conectar todos os órgãos municipais.

O circuito inclui toda a rede de saúde e educação. Serão inteligadas as mais de 170 unidades da prefeitura a uma velocidade de 1Gbps - hoje, a conexão é de 1 Mbps.

Outro passo na inovação foi o aporte de R$ 230 milhões que Florianópolis recebeu para a criação de institutos de tecnologia e de inovação pelo Senai e BNDES.

Não por acaso, Florianópolis lançou em 2010 a marca “Capital da Inovação”, em um movimento de entidades de TI e do meio empresarial, órgãos de governo, ONGs, e instituições de ensino de todo o estado.

Gerida pela Acate, a marca visa a englobar um universo de mais de 500 empresas de base tecnológica instaladas na cidade, que também concentra quatro fundos de capital de risco e semente, dez centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento e 15 centros universitários.