"Laranja" é o termo usado para designar indivíduos envolvidos na ocultação de bens de origem incerta ou ilícita no jargão da polícia (Foto: Pexels/ Tim Mossholder)

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A Polícia Federal juntamente à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) deflagrou nesta terça-feira, 2, a operação ‘Não Seja um Laranja’, termo usado para designar indivíduos envolvidos na ocultação de bens de origem incerta ou ilícita.

Com foco em pessoas que cederam contas pessoais para receber recursos advindos de golpes e fraudes contra clientes bancários, segundo o Valor Econômico, o valor de fraudes investigadas na operação chega a R$ 18,2 milhões.

Ao contemplar 13 Estados e o Distrito Federal, a iniciativa apreendeu bens em todas as regiões do país, e é a primeira realizada em caráter nacional para combater esse tipo de atividade criminosa, cumprindo 43 mandados.

As buscas e apreensões estão previstas na Lei 14.155, que antecipa punições para fraudes e golpes cometidos em meios eletrônicos, como os de clonagem de WhatsApp, falsos funcionários de banco e phishing, para obtenção de dados pessoais através de links falsos em e-mails e mensagens.

Além das multas, as penas podem chegar a até oito anos de prisão e ainda serem agravadas se os crimes forem praticados com o uso de servidor mantido fora do Brasil ou se a vítima for uma pessoa idosa ou vulnerável.

Caso sejam identificadas ações de furto qualificado mediante fraude, falsidade ideológica e uso de documento falso, as penas podem somar mais de 20 anos de encarceramento.