Angelo Castiglia e João Aranda.

A SLC Agrícola, um dos maiores grupos de produção de comodities agrícolas do país, com faturamento de R$ 470 milhões só no segundo trimestre do ano, fechou um projeto de telefonia sobre IP com tecnologia Cisco.

Implantado pela gaúcha Infra TI, o projeto inclui dois servidores virtualizados Cisco Unified Comunications Manager e um servidor Jabber para o serviço de presença e mensagem, além de roteadores e 200 telefones IP da multinacional americana na primeira leva.

O projeto iniciou no ano passado, pela matriz em Porto Alegre, e foi extendida até o momento para duas das 15 fazendas que a empresa tem espalhadas pelos estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Piauí e Maranhão.

As escolhidas foram a Fazenda Planalto, localizada nas proximidades de Costa Rica, um munícipio de 20 mil habitantes no Mato Grosso do Sul e a Fazenda Pamplona, localizada em Cristalina, um município de 50 mil habitantes localizado ao lado do Distrito Federal.

A proximidade com os municípios, na verdade, quer dizer pouco para essas operações, que funcionam como cidades independentes no meio do campo. 

A manutenção das centrais analógicas muitas vezes exige longas viagens de técnicos, o que eleva custos e aumenta o tempo fora do ar.

Para poder colocar as fichas em telefonia IP, a SLC fez um investimento preliminar em 2010, contratando 100 MB de conexão MPLS da Oi. A milha final de entrega é feita por internet via rádio, com infra da BR Digital. A rede usa aceleração de WAN da Riverbed.

“Cada fazenda recebe 2MB. Nossos testes indicam que o tráfego de voz consome 256 kbps”, explica João Aranda, diretor de telecomunicações do Grupo SLC.

O fortalecimento da infra de comunicações tem outras dimensões. Cada uma das fazendas da SLC abriga até 400 pessoas nos pontos altos da safra, incluindo um  grupo importante de quadros técnicos, executivos e outros funcionários que cada vez mais necessitam estar conectados em tempo integral. 

Como muitos deles acabam residindo nas fazendas por longos períodos, passando lá boa parte do seu tempo livre, a questão aumenta ainda mais de importância.

“Ter boa conectividade é fundamental para reter os profissionais na empresa”, afirma Angelo Castiglia, diretor de Tecnologia da Informação do Grupo SLC.