Tivit Ventures começou a comprar no mercado de startups. Foto: Pexels.

A Tivit comprou a Privally, startup especializada em soluções de gerenciamento de segurança e privacidade focada em LGPD. 

Fundada em 2018 e com 14 funcionários listados no Linkedin, a Privally criou uma plataforma de software como serviço para automatizar, monitorar e gerenciar processos em adequação a leis de privacidade de dados, como a brasileira LPGD, ou a europeia GDPR.

“A Privally é uma startup de rápido crescimento e que trouxe uma metodologia inovadora ao mercado para um tema essencial, a adequação à LGPD”, explica Eduardo Sodero, CSO da Tivit e responsável por estratégia e aquisições.

A adquirida foi parte da décima quarta turma da ACE Startups e, em 2019, a empresa foi listada no anuário da IAPP (International Association of Privacy Professional) - a entidade mais tradicional do mercado, sendo a primeira PrivacyTech da América Latina.

O CEO da Privally, Vinícius Cezar, atua em cargos de diretoria em empresas de tecnologia desde 2000. Ele também é diretor de cibersegurança do Instituto de Lideranças Empresariais de São Paulo.

Já o CTO, Douglas Chagas, também começou a carreira na mesma época, passando por cargos técnicos em empresas como Grupo Pão de Açúcar, Central Nacional Unimed e Camisaria Colombo.

O negócio foi o primeiro anunciado pelo recém criado Tivit Ventures, fundo de investimento da gigante de tecnologia com capital total de R$ 400 milhões.

Outros anúncios devem vir. A meta da Tivit é adquirir até dez startups com foco em SaaS e trajetórias de forte crescimento e escalabilidade.

Empresas com soluções na área de segurança de dados são um ativo quente no mercado brasileiro, com o assunto LGPD em alta, para não falar de uma série de ataques hackers de grande visibilidade.

Recentemente, a Embraer assumiu o controle acionário da Tempest, empresa pernambucana que está entre as maiores no setor de cibersegurança do Brasil.

Em 2018, a Prosegur, companhia do setor de segurança privada com mais de 175 mil funcionários em 25 países e cinco continentes, assinou um acordo para adquirir participação majoritária na Cipher, outra grande empresa brasileira da área.