Nos transportes públicos, a queda foi de 62% na média nacional. Foto: Fotomovimiento.

O Google divulgou dados de localização de smartphones que revelam o impacto do coronavírus na movimentação das pessoas em 131 países e regiões entre 16 de fevereiro e 29 de março.

De acordo com o site ZDNet, os dados mostram tendências de movimento em locais como varejo, recreação, mantimentos, farmácias, parques, estações de trânsito, locais de trabalho e residenciais.

Na Itália, o país mais atingido da Europa, o declínio nas visitas ao varejo começa gradualmente após 16 de fevereiro, acelerando rapidamente após 1º de março.

Em 29 de março, as idas a lojas caíram 94%, enquanto as visitas a parques e locais de trabalho caíram 90% e 63%, respectivamente.

Já no Brasil, de acordo com a Época Negócios, o relatório mostra uma queda de 71% nas movimentações para recreação, que inclui locais como restaurantes, shopping centers, parques temáticos, museus, livrarias e cinemas.

Na ida a parques naturais, como praias, praças e jardins públicos, a redução é de 70%.

A ida para supermercados, mercearias e farmácias apresentou uma queda menor, de 35%. Uma retração semelhante, de 34%, foi registrada na ida a locais de trabalho. 

Nos transportes públicos, a queda foi de 62% na média nacional.

Além disso, houve um aumento de 17% no número de pessoas que ficaram em casa nesse período por todo o país.

O Google também disponibilizou os números para todos os estados brasileiros. 

A maior queda na circulação para recreação ocorreu em Santa Catarina, com um índice de 80%, seguido por Sergipe, com 78%, e Paraíba, com 76%, além de Paraná e Rio Grande do Sul, ambos com uma diminuição de 75%.

Já a ida aos parques e praias teve as maiores quedas em Santa Catarina (-84%), Alagoas (-79%), Sergipe (-77%), Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro (-74%).

Quem ficou mais em casa foram os brasilienses, gaúchos e catarinenses (20%), potiguares (19%), piauienses e sergipanos (18%).

Em São Paulo, estado com o maior número de casos no país, a queda nas saídas para recreação foi de 72%, enquanto a ida a parques e praias diminuiu em 71% e a permanência em casa aumentou 17%.

Os relatórios do Google são baseados em dados de aplicativos como o Google Maps e de dispositivos que ativaram o histórico de localização nas configurações.