Saar Gillai, gerente de Soluções de Telecomunicação da HP. Foto: Divulgação.

O segmento de virtualização de funções de rede (NFV), uma aposta recente da HP, vem ganhando tração no plano de negócios da empresa para clientes de telecom.

Quem diz isso é o gerente de Soluções de Telecomunicação da multinacional, Saar Gillai, que aponta, principalmente nas telecoms e fornecedoras de serviços de conexão, um crescimento acentuado da tecnologia.

Para Gillai, o NFV representa o passo complementar definitivo - ou "killer app" - do mercado de redes definidas por software (SDN), um segmento há anos debatido, mas que ainda encontra dificuldades para decolar.

De acordo com o gerente, a virtualização de funções de rede será a parte em que as telecoms sentirão a maior diferença em suas operações, levando aplicações para ambientes virtualizados, uma alternativa de redução de custos em um cenário de constante pressão.

"A demanda para estes provedores de serviço cresce exponencialmente, assim como os custos. Portanto, para as telecoms não há outra alternativa a não ser virtualizar, desde o gerenciamento das redes com SDN e a otimização de aplicações e funções via NFV", explica Gillai.

Para o gerente geral, uma das maneiras que os provedores podem conseguir agilidade para competir é movendo funções de rede de aplicações proprietárias para arquiteturas abertas e na nuvem, compondo um sistema de soluções para a plataforma HP OpenNFV, de arquitetura aberta usando o padrão OpenDayLight.

Segundo o executivo, a HP quer se estabelecer na dianteira do NFV, um segmento em que a companhia entrou no início de 2014 e que ganhou impulso recente com a compra da ConteXtream, startup californiana que conta com um corpo substancial de investidores em sua estrutura, como Global Ventures, Comcast Ventures, Norwest Venture Partners, Gemini Israel Ventures, Sofinnova Ventures, e Verizon Ventures.

Conforme Gillai, a HP está, aos poucos, estruturando uma plataforma para a oferta de NFV ao segmento de telecomunicações, limitado no número de empresas em potencial, mas que movimenta bilhões anualmente.

Segundo dados da Infonetics, os mercados de SDN e NFV combinados devem atingir um faturamento global de US$ 11 bilhões até 2018, com boa parte desse bolo ocupado por empresas de telecomunicação.

"Nosso plano é estender a parceria que temos com telecoms de todo o mundo em outros segmentos, como servidores e cloud, também para a parte de redes com a oferta de funções de rede virtualizadas. Queremos nos estabelecer rapidamente como um player de NFV", afirmou Gillai.

*Leandro Souza viajou a Las Vegas a convite da HP.