Gilsomar Maia.

A Totvs faturou R$ 551 milhões no segundo trimestre, um incremento de 1% frente ao mesmo período do ano anterior e um indicativo que a gigante brasileira de sistemas de gestão segue uma trajetória de recuperação.

É o segundo trimestre consecutivo de resultados positivos, frente a quatro trimestres consecutivos de queda no faturamento (sempre na comparação com trimestre do ano anterior), que levaram a empresa a fechar o ano passado com uma receita líquida total de R$ 2,2 bilhões, redução de 3,5% sobre 2015. 

O segundo trimestre, no entanto, foi um pouco mais lento que o primeiro, quando o crescimento registrado foi de 1,6% frente ao mesmo período do  ano anterior e 1,9% frente ao trimestre imediatamente anterior (nessa última comparação a Totvs caiu 1,7% no segundo trimestre).

Como vem fazendo nas suas últimas divulgações, a Totvs colocou a ênfase na sua nota sobre os resultados no crescimento da receita recorrente, que serve como um indicativo de que a estratégia de migração para software na nuvem está dando resultado.

A receita recorrente da companhia registrou aumento de 8% na comparação com o mesmo período do ano passado e totalizou R$ 363 milhões. 

A receita de software cresceu 6,6% sobre o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 367 milhões. 

Esse resultado reflete a combinação do crescimento de 1% do modelo de licenciamento, que compreende as receitas de licenças e manutenção, e da aceleração do crescimento ano contra ano de subscrição pelo sexto trimestre consecutivo, que foi de 36,4% no período. 

“Esses resultados mostram que estamos no caminho certo na nossa transição para a subscrição e na promoção da transformação digital em nossos clientes”, destaca Gilsomar Maia, CFO e diretor de Relações com Investidores da Totvs.

Ainda existe muita receita para converter, mesmo que a Totvs não venha a se tornar um player 100% SaaS. 

A receita de subscrição ficou em R$ 229,2 milhões no ano passado, um aumento de 21%, mas uma fatia ainda pequena do bolo total.

A Totvs tem uma base sólida sobre a qual trabalhar. De acordo com a última pesquisa da FGV sobre o mercado de TI do país, a empresa tem 50% do mercado de empresas com até 170 usuários e 36% da faixa seguinte, entre 170 e 700.