Mercado brasileiro tem um novo unicórnio. Foto: Pexels.

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A Unico, companhia brasileira em alta no segmento de assinatura digital e biometria facial, acaba de fazer uma terceira grande captação de US$ 120 milhões junto a fundos de investimento (R$ 625 milhões, pelo câmbio atual), atingindo um valor de mercado estimado de US$ 1,1 bilhão.

Ou, para escrever a frase de novo usando só o jargão da área de tecnologia, a IDtech fez uma rodada de Série C, recebendo um valuation que a torna o mais novo unicórnio brasileiro.

Unicórnio no caso não é o animal mítico com um chifre só, mas uma empresa com valor acima de US$ 1 bilhão, um grupo com poucos integrantes no Brasil.

De acordo com o Distrito, ecossistema independente de startups, os outros 10 unicórnios brasileiros são: 99, Nubank, iFood, Gympass, Loggi, QuintoAndar, Ebanx, Wildlife, Loft e VTEX.

O aporte foi liderado pelo Softbank e pela General Atlantic, que já haviam investido R$ 580 milhões na startup em outubro passado. Micky Malta, o sócio da Ribbit Capital, e o fundo brasileiro de VC Big Bets, também participaram.

De acordo com o Brazil Journal, a Unico ainda nem gastou o dinheiro do aporte do ano passado,  mas decidiu colocar mais dinheiro no caixa para acelerar sua estratégia de M&As, contratar mais pessoas e começar a estruturar um plano de internacionalização do negócio.

"Desde a última rodada de investimentos, temos trabalhado duro para estruturar nosso crescimento exponencial de forma sustentável, pensando em três pilares: nosso time, nossas tecnologias próprias, e nossa expansão orgânica e por aquisições", explica Diego Martins, fundador e CEO da Unico.

Ainda na semana passada, a Unico anunciou a compra da  da CredDefense, empresa paulista de soluções antifraude por meio de biometria facial.

Foi a quinta de uma série de compras, que inclui em 2009, a dotBR, desenvolvedora de software de gerenciamento de documentos e workflow; em 2017, a Arkivus, de biometria facial; em 2020, a Meerkat, de análise de imagens; e, em maio deste ano, a ViaNuvem, especializada em ferramentas que permitem a concessionárias vender carros on-line. 

A companhia pretende seguir com as aquisições como um dos seus pilares estratégicos, com um pipeline com mais de 80 empresas mapeadas.

O objetivo final é ser “a principal companhia de autenticação de identidade do mundo”, o que, convenhamos, é bastante ousado.

A Unico afirma ter hoje o maior banco de dados de biometria facial do País, capaz de reconhecer mais de 60% da população brasileira. Mais que isso: essa base de dados tem múltiplas fotos de cada indivíduo, o que diminui muito a margem de erro e gera valor para os clientes.

Além da biometria, a empresa também tem soluções de assinatura digital, com as quais entrou no mercado em 2007 (na época, a empresa era conhecida como AcessoDigital).

As aplicações dos produtos da empresa incluem o processo de cadastro em bancos, fintechs e varejistas, conhecido no jargão como “onboarding digital”, além de digitalização de processos de RH e outros baseados em assinaturas digitais.

Segundo revelado pelo Brazil Journal, a Unico já tem mais de 800 clientes na base e fez uma venda recorrente anual de R$ 150 milhões em dezembro passado. A expectativa é chegar a R$ 400 milhões no final deste ano.