Adão Villaverde durante café no CETI.

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Adão Villaverde (PT-RS) prometeu ampliar a influência da área de tecnologia em uma eventual administração petista de Porto Alegre, durante café da manhã com representantes do CETI na Federasul na manhã desta segunda-feira, 03.

O foco maior se daria através de uma ampliação das funções e status administrativo da InovaPoa, agência de inovação de Porto Alegre criada em 2009, durante o governo José Fogaça (PMDB-RS).

Villaverde
afirmou que a agência pode ser ampliada para um status semelhante ao da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, passando a contar também com um banco de fomento, ou participar de uma articulação entre várias secretárias, visando a promover a atração de mais investimentos na cidade.

Outra ação proposta pelo candidato seria aumentar os poderes do Comcet, conselho criado em 1996 com representantes de universidades, entidades do setor de tecnologia e da prefeitura, dando capacidades de propor legislação e não apenas de servir como fórum de consulta.

“Eu acredito em montar equipes qualificadas e falar com quem sabe do assunto”, afirmou Villaverde, destacando sua experiência com a organização do Ceitec enquanto secretário de Ciência e Tecnologia na época do governo Olívio Dutra (PT-RS). “Precisamos colocar Porto Alegre na cabeça dos investidores da área de tecnologia”, afirmou.

Questionado sobre o Tecnocentro, um projeto apoiado pelo Seprorgs que visava promover a instalação de empresas de TI no centro da cidade com algumas contrapartidas da prefeitura e que não foi adiante na atual gestão, Villa se mostrou favorável a encaixar a iniciativa dentro dos seus planos de revitalização do Quarto Distrito da cidade, o Porto Alegre Digital.

Em termos mais concretos, Villaverde afirmou ter entre seus planos a implementação de um sistema de teleagendamento e prontuário eletrônico para a área de saúde, além de investir mais em videomonitoramento e um sistema de detecção de tiros como o instalado em Canoas pela multinacional americana Snapshotter.

Outro plano é a aquisição de laptops para os estudantes e professores da rede de ensino municipal, um projeto de R$ 24 milhões que contaria com recursos federais. “Não queremos dar tablets para pré-escolares, mas enfatizar conteúdo para estudantes mais velhos”, afirmou Villaverde.

Aparentemente inocente, a frase pode ser lida como um cutucão em Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), que durante debate com Villaverde e José Fortunati (PDT-RS) afirmou que planejava dar tablets a crianças de seis anos da rede municipal.

Quanto aos atuais ocupantes do paço municipal, a crítica mais contundente do candidato foi sobre o inchaço nos custos das obras previstas para a Copa, que de acordo com Villaverde aumentaram o orçamento em média 64%, com um pico de 248% no caso da avenida Severo Dulius.

“Uma variação dessas é inaceitável. Se acontece no escritório de engenharia onde fiz muitos projetos, até me desligar para atuar no parlamento em 2003, eu já tinha perdido a sociedade”, disse Villaverde, enfatizando suas credenciais de gestor.

PESQUISAS
Na pesquisa divulgada pelo Datafolha no final da tarde desta quarta-feira, 29, Villaverde aparece em terceiro lugar, com 7%.

José Fortunati (PDT) e Manuela D’Ávila (PC do B), aparecem em situação de empate técnico.

Fortunati tem 36% das intenções de voto  e  considerando a margem de erro de 3% para mais ou para menos, o atual prefeito fica no mesmo patamar que a candidata do PCdoB, que aparece com 32%.

Manuela deve falar com os representantes do setor de TI em um novo evento na segunda, 10. Fortunati ainda não confirmou sua agenda.