Quem é o dono? Foto: divulgação.

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A estratégia de crescimento comercial da Apple envolve até a dominação de termos de mercado, pelo jeito. A empresa norte-americana chamou a atenção internacional na semana passada, quanto tentou, na Austrália, registrar a marca "startup" como propriedade da empresa.

No entanto, segundo dados do Estadão, a Apple também tenta registrar o termo - usado para definir empresas de TI iniciantes - no Brasil. Em 2011, a companhia abriu três processos no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Na mesma época, a empresa encaminhou solicitações semelhantea em pelo menos outros dez países, além da Comunidade Europeia. A Apple solicitou o registro nos Estados Unidos, Suíça, China, Comunidade Europeia, Coreia do Sul, Noruega, Rússia, Cingapura e Turquia.

Em todos os países a Apple alega ter prioridade no uso da marca com base em pedido inicial registrado na Jamaica, em outubro de 2010. Até agora, a empresa teria conseguido o registro na Comunidade Europeia, Rússia e Turquia.

Segundo afirma o jornal, a Apple pretende usar a expressão para produtos e serviços variados, como softwares, peças de computador, celulares, aparelhos eletrônicos e serviços educacionais e de manutenção.

O Inpi ainda está avaliando os pedidos de registro - um processo que leva cerca de dois anos e meio para ter um parecer, conforme informações do próprio instituto.

IPHONE

No Brasil, essa não é a primeira vez que a Apple se envolve em polêmicas com o Inpi envolvendo o uso de nomes registrados. No início deste ano, a Apple entrou em uma disputa com a Gradiente.

A disputa tem a ver com a disputa do nome Iphone, entre a fabricante nacional, que patenteou a marca no Inpe em 2000, e a gigante norte-americana, dona do smartphone com o mesmo nome.

A Apple já possui seu iPhone desde 2005, porém foi somente em 2012 que a Gradiente levou ao mercado o seu primeiro smartphone com o nome, devido às complicações financeiras da marca nos últimos anos.

Com a decisão, a Apple, que fez o pedido de registro em 2007, chegou a ser impedida de vender aparelhos com esse nome no Brasil. Embora o Inpi de ganho de causa para a fabricante brasileira, a Apple recorreu da decisão.