O Serpro apresentou uma proposta de redução da jornada de trabalho e do salário. Foto: Divulgação.

O Serpro apresentou uma proposta de redução da jornada de trabalho e a consequente redução do salário em até 25%. 

De acordo com o Convergência Digital, a estatal justifica que a proposta é consequência da conjuntura econômica e a necessidade de reduzir a folha de pagamento. No modelo proposto, a economia do Serpro pode chegar a R$ 187 milhões.

No encontro com os funcionários, foi discutido o estudo feito por uma comissão de servidores que traçou o panorama funcional atual e potenciais impactos da redução da jornada em 1h ou 2h diárias – com base nos quase 9 mil empregados do quadro interno com jornada atual de 8h.

O Convergência relata que os sindicatos sustentaram que a redução da jornada com manutenção dos salários tem impactos positivos na produtividade e na percepção salarial. No entanto, os representantes do Serpro apresentaram como contraproposta uma redução de 25% para jornada e salários.

A estatal sugeriu ainda que “os empregados enquadrados na regra do Acordo poderiam solicitar a redução de sua carga horária de trabalho de 40 para 30 horas semanais, mediante redução de 25% na referência salarial, com reflexos nas demais vantagens e direitos a ela vinculadas. Os valores relativos a Gratificação de Função Específica (GFE) deveriam observar o limite máximo de 60% do valor da referência salarial do empregado e, havendo necessidade de readequação de nível, deveria também haver a adequação do prazo e dos projetos designados”.

Para os sindicatos, a proposta “apresenta-se muito distante do pleito dos trabalhadores”, visto que “a redução proporcional de salário não atende aos objetivos pretendidos e impacta fortemente no poder aquisitivo dos trabalhadores”.

De acordo com as projeções, o corte de custos com a redução da jornada e salarial seria de até R$ 186,7 milhões no caso da adesão de 100% dos funcionários(entre os 8.989 que trabalham 40 horas semanais). 

"A proposta apresentada pelo Serpro ainda está em processo de negociação e não é possível prever, até o momento, quantos empregados farão adesão, e consequentemente, quais serão os efeitos na folha salarial”, afirma, em nota, a organização.