Sérgio Valente durante a abertura da Campus Party. Foto: Cristiano Sant´Anna/indicefoto.com

A Telefônica divulgou neste sábado, 02, uma nota confirmando a segunda edição da Campus Party em Recife.

Já era esperada a uma nova edição do evento na capital pernambucana, mas a nota pode ser lida também como uma confirmação implícita da compra da Futura Networks pela Telefônica.

Divulgado pela Exame na sexta, 01, o negócio não foi confirmado ainda por nenhuma das partes.

Mas a nota deixa pouco espaço para a dúvida ao citar o presidente da Telefonica Vivo, Antônio Carlos Valente, afirmando que  pelo fato de Pernambuco ser um “polo de inovação” é “muito importante para a Telefônica Vivo poder proporcionar a realização de um evento tão representativo à região”.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o diretor-geral da Futura Networks, Mario Teza, afirmou que a Campus Party deve ganhar uma edição no Rio de Janeiro, patrocinada pelo empresário Eike Batista.

Segundo Teza, a edição carioca terá como foco a economia criativa e seus temas relacionados, como turismo, cinema, games, entretenimento e carnaval.

Além do Rio, Porto Alegre e Fortaleza também podem entrar no mapa da Campus Party.

Na avaliação da Info, a expansão da Campus Party vai de encontro com rumores sobre a compra da Futura Networks pela Telefônica.

A sexta edição da Campus Party Brasil que acabou ontem reuniu 8 mil campuseiros durante sete dias, no Parque de Exposições do Anhembi.

O evento contou com um orçamento de R$ 22 milhões e 85 patrocinadores e apoiadores.

EVENTO FAMÍLIA
De acordo com Teza, em 2014, a organização não permitirá que patrocinadores tragam para o evento modelos com "roupas insinuantes", como aconteceu neste ano na Campus Party e é de certa forma comum em grandes eventos de tecnologia.

"É um fenômeno novo para nós, talvez por causa do crescimento do evento e porque algumas das marcas não conhecem bem nossa dinâmica. Não pode ter modelo de microshort, é um absurdo. Somos um evento que procura trazer desde a escola até a quinta idade."

Desde a primeira edição brasileira, em 2008, a Campus Party proíbe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas durante o evento.