Mobilidade no trabalho: praticidade e dor de cabeça. Foto: Flickr.com/luipermom

Em pesquisa realizada com 482 entrevistados no Brasil para o Estudo Global sobre os Riscos de Mobilidade, realizado por Websense e Instituto Ponemon, 43% dos participantes afirmam que suas empresas sofreram violação de dados em função do uso de dispositivos móveis pouco seguros.

Outros 32% dizem não ter certeza, mas acreditam que isso pode ter ocorrido.

Também foi pedido aos entrevistados que indicassem as consequências das violações de dados móveis, ao que 37% responderam que resultou na divulgação de informações particulares ou confidenciais e 29% que foi o roubo, remoção ou perda de informações e/ou outros recursos.

A lista de dispositivos inclui laptops, smartphones, hardwares USB e tablets, que, segundo os entrevistados, aumentam os índices de infecção por malware.

Entre os participantes da pesquisa, 65% disseram que no último ano tais infecções aumentaram em suas empresas e 33% garantiram que os devices móveis são responsáveis por um aumento de mais de 50% nas contaminações.

Ainda de acordo com o estudo, para os participantes os dispositivos pessoais oferecem tanto risco quanto os equipamentos móveis corporativos, se não houver uma política de segurança bem estabelecida para ambos.

Da amostra nacional, 42% dizem que suas empresas sofreram aumento no volume de infecções por malware como resultado de dispositivos móveis pessoais usados no trabalho e 58% afirmam a perda de dados confidenciais por causa desses equipamentos.

Em muito, devido à falta de políticas adequadas: 38% dos participantes afirmam que suas companhias não possuem regras de uso de dispositivos móveis.

Já 62% afirmam ter políticas definidas, enquanto 35% dizem que a política não é aplicada e 22% não têm certeza.

Para os que disseram não ter políticas definidas nas empresas, 63% atribuíram isso à falta de governança e fiscalização, enquanto outros 55% destacaram outros problemas de segurança prioritários e 35% mencionam a falta de soluções de tecnologia.

Além disso, os entrevistados brasileiros afirmaram que, quando há controle e configurações de segurança dos dispositivos por parte das empresas, os funcionários driblam ou desligam tais recursos em 63% dos casos.

Apenas 16% dizem que os funcionários estão em conformidade e não adotam esse tipo de prática, e 22% não têm certeza.

Apesar disso, 80% dos entrevistados dizem que o uso de dispositivos móveis pelos funcionários é essencial para suas empresas, e 74% destaca que permite aos colaboradores trabalharem com equipamentos pessoais, inclusive para acesso a e-mails corporativos.

Do total, 69% permitem acesso a aplicativos corporativos e 68%, acesso a Wi-Fi ou outras redes locais.  

A pesquisa da Websense e Ponemon foi realizada, ao todo, com 4.640 profissionais das áreas de TI e segurança de TI da Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, EUA, França, Hong Kong, Índia, Itália, México, Reino Unido e Singapura.

Da amostra geral, 54% são supervisores ou possuem cargos superiores, 42% são funcionários de empresas com mais de 5 mil  pessoas e  têm experiência média de dez anos.