ENGENHARIA

Octans Aircraft adota soluções da Siemens com SmartPLM

04/07/2019 17:26

A empresa está em fase de produção de seu primeiro modelo de aeronave certificado (300A).

Milton Roberto Pereira, fundador da Octans Aircraft. Foto: Divulgação.

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A Octans Aircraft, fabricante brasileira de aviões de pequeno porte, contratou a SmartPLM para implementar soluções da Siemens Digital Industries Software em todo seu processo. 

Hoje, a empresa está em fase de produção de seu primeiro modelo de aeronave certificado, o 300A, com capacidade para cinco assentos.

Durante o projeto com a SmartPLM, foi implementada a Plataforma de Inovação Digital da Siemens, uma solução composta pelo Teamcenter (sistema colaborativo), NX CAD (plataforma de desenvolvimento e manufatura), Simcenter (para simulação) e NX CAM (plataforma de usinagem). 

O investimento de US$ 750 mil foi realizado em busca principalmente de rastreabilidade.

“Produtos certificados exigem rigoroso controle de configuração e de rastreabilidade, a Siemens Digital Industries Software foi crucial para que estes controles fossem efetivos por todo o ciclo de vida do produto garantido aos clientes e a Octans mais segurança, confiabilidade e disponibilidade de seus produtos”, conta Allan Peluzzi, gerente de negócios.

A solução proposta gerou a integração e a transparência entre as equipes de desenvolvimento e processos. Além disso, foi alcançada uma redução de 40% no tempo do ciclo de desenvolvimento de produto e redução de até 45% no tempo de solução de problemas de montagem e mudanças de engenharia.

“Em linha com a estratégia de atuação global da Octans, as ferramentas Siemens possibilitam à organização estabelecer filiais e parcerias ao redor do mundo, reduzindo tempo e custos em novos desenvolvimentos, montagens e melhorias de nossos produtos. Por meio de metodologias ágeis de desenvolvimento e usando engenharia simultânea e o gêmeo digital, podemos reduzir tempo de projeto e produção com simulações e estudos ainda na fase de desenvolvimento”, completa Peluzzi.

Em junho de 2003, o empresário Milton Roberto Pereira, entusiasta da aviação oriundo do mercado financeiro, comprou um terço de participação na Inpaer, que fabricava aeronaves de circulação restrita que não passam por homologação do poder público, os aviões experimentais, e resolveu dar um novo rumo ao negócio. 

A empresa migrou para a aviação homologada de pequeno porte, o que exigiu investimentos em profissionalização e no processo de governança.

O investimento de R$ 65 milhões foi usado para modernizar a fábrica da empresa em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, e adquirir novos recursos tecnológicos e profissionalizar a equipe.

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