Brasil, um grande mercado para startups na bolsa? Foto: Pexels.

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A B3 parece estar se convertendo numa versão brasileira da Nasdaq, a bolsa americana de empresas de tecnologia, com cinco processos de abertura de capital de startups em desenvolvimento.

Os dois prospectos mais recentes são os da empresa de cashback e de cupons Méliuz e da operação de e-commerce de vinhos Wine. 

Antes deles, haviam entrado com os papéis na CVM o site de comércio eletrônico Enjoei, a plataforma de imóveis para alugar Housi e a Mosaico, dona dos sites de conteúdo para e-commerce Zoom, Buscapé e BondFaro.

De acordo com o site Neofeed, trata-se de um fenômeno inédito no Brasil, onde até agora apenas empresas de tecnologia consagradas abriram capital, como a Totvs, ou, mais recentemente, a Locaweb.

O movimento acontece em um momento de alta geral da bolsa brasileira, na qual estão programadas 50 IPOs, embalados por um momento de juros baixos no país e de busca de alternativas pelos investidores.

Segundo especialistas ouvidos pela Neofeed, a qualidade das startups também melhorou, com a maioria das candidatas já sendo lucrativa. 

Os investidores que colocaram dinheiro até agora querem recuperar o investimento e a B3 se apresenta como uma alternativa. 

As empresas pretendem arrecadar valores entre R$ 300 milhões e R$ 1 bilhão, mas  ainda que não está claro como os investidores vão reagir a empresas com receitas baixas e alto potencial de crescimento.