Tecnologia monitora peças da indústria de componentes de plástico. Foto: Divulgação.

A Faurecia PCMA (FMM), que fornece componentes de plástico para a fábrica brasileira da Jeep, apostou em projeto de internet das coisas (IoT) desenvolvido em conjunto pelas empresas Sawluz Informática e Taggen Soluções IoT.

Fazendo parte do complexo da Fiat Chrysler Automobiles (FCA Group), que reúne montadora e fornecedores no mesmo polo industrial, a FMM produz para-choques, aerofólios, painéis e consoles na cidade de Goiana, localizada na região metropolitana de Recife.

A tecnologia foi implantada para monitorar os racks utilizados para armazenar e transportar as peças da indústria. Neles, foram instalados beacons que enviam sinais via bluetooth para gateways que se comunicam com a plataforma de serviços Link IOT.

Todos são da Taggen, suportados pelo software na nuvem SW Stock, módulo do novo SawluzNet, um sistema focado em internet das coisas. As soluções Taggen e Sawluz podem rodar nos ambientes Microsoft Azure e AWS. 

A Taggen e a Sawluz fazem parte do Tecnosinos, parque tecnológico localizado em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre. 

No projeto da FMM, o único momento de atividade manual é quando o operador usa o smartphone com um aplicativo, disponível para Android ou iOS, para associar as peças ao respectivo rack. Depois disso, todo o processo é automatizado, sendo possível rastrear cada rack e saber quais peças estão nele.

“Precisamos ter uma acuracidade entre a informação apresentada em nosso ERP com o que existe fisicamente na fábrica de 100%. Atingimos um nível de excelência após pouco mais de três meses do novo sistema de IoT", ressaltou Wagner Oliveira, CIO da FMM para a América do Sul.

A segunda etapa de instalação do sistema já começou, com ampliação do número de itens monitorados, assim como estudos para agregar outros tipos de inteligência artificial ao projeto.

"Estamos avaliando também a utilização de outros modelos TaggenBeacons, como os com sensores de temperatura e luminosidade, e os beacons-crachás, que são utilizados para análise da movimentação e performance dos colaboradores", salienta Sergio Passaretti, gerente comercial da Taggen.

Apesar de projetos como o da Jeep, uma pesquisa realizada pelo Instituto CESAR, divulgada em agosto de 2019, aponta que, 65,7% das empresas do setor automotivo brasileiro acreditam que estão longe ou muito longe da transformação digital. 

O estudo mostra que apenas 37,36% estão trabalhando em projeto para lidar com essa tendência. A maioria ainda não iniciou as ações ou ainda está se preparando. Uma parte das empresas, inclusive, acredita ou que transformação digital não seja uma prioridade ou que não impactará o seu negócio.