André Schneiter. Foto: Baguete

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A Odebrecht pretende elevar dos atuais US$ 40 bilhões para US$ 200 bilhões seu faturamento até 2020, e tem a TI na base desta estratégia.

Foi o que contou o CIO da companhia, André Schneiter, durante a abertura do Oracle Open World, nesta terça-feira, 04, em São Paulo.

“Se pensarmos que no ano 2000 faturávamos US$ 1 bilhão, de lá para cá crescemos 40 vezes. Crescer cinco vezes em oito anos não deverá ser tão difícil, mas a TI e a inovação terão papel chave nisso, e já estamos trabalhando”, comentou o CIO.

O trabalho começou pela integração: a Odebrecht atua em 18 países, com 15 divisões de negócios que vão da construção civil aos transportes, passando pela produção de açúcar e álcool, seguros e defesa, até a mais nova unidade, a ser lançada nos próximos meses, com foco em saúde.

“Chegamos a ter 70 fornecedores de tecnologias diversas. Não havia como gerenciar crescimento com este cenário. Partimos para a busca de um parceiro fim a fim”, destaca Schneiter.

Nisso, a Oracle entrou com uma estrutura que hoje soma nada menos que cerca de 150 produtos na Odebrecht. A multinacional de origem baiana utiliza todos os aplicativos da fornecedora norte-americana, nas linahs EBS, People Soft, Hyperion e outras; além de soluções de middleware (ODI, Fusion etc), serviços de consultoria e, como não poderia faltar, a estrela do portfólio da Oracle: Exadata, com as divisões Exalytics e Exalogic.

O quadro de soluções está a caminho da unificação em todos os países de atuação da Odebrecht. Quanto às linhas de negócio, só a Braskem, divisão da companhia sediada em Triunfo, na Grande Porto Alegre, não utiliza os sistemas unificados.

O motivo, Schneiter não abre. “A integração é passo-chave para alcançarmos nossa meta de crescimento até 2020, e faz parte de um projeto da Odebrecht que prevê uma reinvenção a cada dez anos”, comenta o CIO. Para o futuro, os projetos de TI da corporação incluem a migração, dentro de dois anos, 100% para a nuvem.

Também há investimento em soluções ainda em estudo para os negócios de OTP(Odebrecht Transport Participações), ODT (Odebrecht Defesa e Tecnologia) e arenas – circuito no qual a empresa já está construindo três obras para a Copa de 2014, a do Corinthians, Flamengo, Fonte Nova e do Recife.

“A integração conseguida hoje nos ajuda a atender a todas as divisões de negócios, aos requerimentos de todos os países onde estamos presentes, e a projetar os próximos passos. Continuaremos inovando”, finaliza Schneiter.

Gláucia Civa cobre o Oracle Open World, em São Paulo, a convite da Oracle.