O IDC prevê um crescimento promissor para o segmento de TI. Foto: Pexels.

O mercado de TI deve fechar o ano que vem com um crescimento de 4,8%, um pouco mais de três vezes acima da expectativa para 2019, que fica em 1,3%. O total investido em 2020 deve alcançar US$ 43 bilhões.

Pelo menos, é o que prevê a IDC, em estudos divulgados durante o seu evento IDC FutureScape 2020.

Segundo Ricardo Villate, vice-presidente da IDC Latin America, o maior investimento do setor de TI será em tecnologias denominadas “pilares para a terceira plataforma”, como cloud, big data/analytics, mobilidade e empreendimento social, que concentrarão 58% dos investimentos.

O aumento nessas tecnologias será em média de 8,5%, com destaque para soluções em nuvem, com 24,5% e inteligência artificial, com 44,2%. 

“O mundo está se aproximando da supremacia digital - o momento em que a economia digital supera o tamanho da economia não-digital. A economia mundial chegará à supremacia digital em 2023”, disse Villate, nos tons futuristas que você espera de um analista da IDC. 

Segundo ele, um grupo de seis tecnologias “aceleradoras da inovação da terceira plataforma” passarão de 17% em investimentos para 27% nos próximos cinco anos, crescendo 22% em 2020. 

Para fechar o pacote, a IDC fez ainda 10 projeções para o mercado latino americano nos próximos cinco anos.

Em 2024, mais de 40% de todo o gasto em TIC se destinará diretamente para a transformação e inovação digital (comparado a 20% em 2018), crescendo 22% anualmente.

Embora a IDC tenha apontado que um dos principais desafios está na escassez de habilidades, para 2020 se espera um déficit também de profissionais de TIC, de 586 mil para 570 mil profissionais.

Para 2022, mais da metade das empresas na América Latina vão integrar gerenciamento na nuvem, através de nuvens públicas e privadas, por meio da implementação de tecnologias, ferramentas e processos de gestão unificados híbridos ou multinuvem.

Em 2023, mais de 30% da nova infraestrutura de TI empresarial implementada na América Latina será Edge (computação em borda), ao invés de datacenters corporativos, se comparada com os atuais menos de 5%. Já em 2024, a quantidade de aplicações em borda triplicará.

Em 2025, quase 50% das empresas na América Latina serão produtoras ativas de software, com código implementado diariamente; terão mais de 90% das novas aplicações nativas em nuvem; com 65% dos códigos de origem externos e terão 1,5 vezes mais desenvolvedores.

Em 2023, serão desenvolvidos e implantados mais de 15 milhões de aplicações e serviços digitais utilizando enfoques nativos da nuvem na América Latina, a maioria dirigidos a casos de uso de transformação digital específicos de cada indústria.

Em 2025, mais da metade das novas aplicações empresariais na América Latina vai incorporar Inteligência Artificial; para 2024, mais de 35% das interações com a interface do usuário vão utilizar vídeo inteligente, fala, processamento de linguagem natural e realidade virtual/aumentada habilitados por Inteligência Artificial.

Para 2023, 30% das 2000 principais empresas na América Latina vão nomear um Chief Trust Officer, que organizará todas as funções de confiança, incluido segurança, finanças, recursos humanos, risco, vendas, produção e jurídico.

Em 2023, 40% das mil  maiores empresas da América Latina terão um ecosistema com milhões de desenvolvedores digitais. A metade dessas empresas vai gerar mais de 15% de sua renda digital através de seu ecossistema/plataforma digital.

Em 2025, cerca de 20% do crescimento da receita das empresas na América Latina virá de ofertas de “espaços em branco” que combinam serviços digitais de setores diferentes dos delas.

Em 2023, as 5 mega plataformas da nuvem pública vão representar mais de 80% do mercado. Os 10 principais provedores de software Pure-Play (focados em um só produto ou atividade) vão gerar quase 20% das receitas dessas empresas com soluções PaaS (plataforma como serviço), hoje em expansão.