Gerson Castanho, gerente de P&D da Rôgga. Foto: Divulgação.

A Rôgga Empreendimentos, construtora e incorporadora catarinense, trabalha com a tecnologia BIM (Building Information Modeling) integrada ao software de gestão da SAP.

Através de um plugin para o Revit, da Autodesk, as informações de projeto relevantes para a administração e gestão da empresa são inseridas no ERP. A ferramenta foi desenvolvida internamente pela Rôgga, em parceria com a IMG, de Joinville.

“A compatibilização de projetos e a determinação dos quantitativos dos insumos necessários para a obra produzem uma elevada taxa de assertividade do processo orçamentário. Estando BIM e SAP integrados, temos um ganho representativo. Além dessa dimensão, a integração permitirá também um controle efetivo do planejamento de curto, médio e longo prazo da obra”, destaca Carlos Rebollo, diretor técnico da Rôgga Empreendimentos.

Aliado ao planejamento analítico realizado por meio da Estrutura Analítica do Projeto (EAP), funcionalidade do sistema da SAP ligada ao planejamento das etapas do processo construtivo, a tecnologia BIM norteia o desenvolvimento de produtos na Rôgga. 

Com o BIM, a construtora atrela a concepção do produto a um banco de dados, o que aprimora o número de informações atribuídas a uma edificação e permite que as informações sejam trabalhadas em um processo visível a todos. 

Uma das versões do BIM - a 3D - consiste na consolidação dos projetos tridimensionais, com todos os elementos necessários para sua caracterização e posicionamento espacial. Com a ferramenta de detecção de conflitos, o sistema identifica inconsistências (que costumam ser percebidas apenas durante a obra) para serem corrigidas antes da finalização do projeto.

O módulo 4D utilizado pela empresa permite o acompanhamento do avanço da construção, pois os elementos gráficos da edificação podem ser atrelados ao cronograma da obra.

A construtora também utiliza um módulo que tem no orçamento seu diferencial. Ele permite o vínculo de elementos que compõem a construção virtual a um banco de dados, auxiliando na automatização do processo de gerar quantitativos. Os valores são atribuídos a elementos componentes do projeto (como material e mão de obra). 

“O primeiro empreendimento da Rôgga trabalhado com a tecnologia BIM foi o Velutti Home Club, na metade de 2015. A construção é considerada de médio a grande porte entre os trabalhos da Rôgga, com as torres mais altas de Penha e área de lazer com piscina”, relata Gerson Castanho, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Rôgga.

A partir desta obra, todos os outros projetos da empresa passaram a ser feitos com o BIM. Além disso, todos são aliados ao sistema da SAP, utilizado pela companhia há mais de dois anos.

“A tecnologia permite que todos os projetos estejam em uma única plataforma, sempre atrelados a um banco de dados, o que facilita a compatibilização”, ressalta Rebollo.

Após a fase de projetos e a compatibilização, homologa-se a Estrutura Analítica do Projeto (EAP), que controla todas as etapas da obra. Com isso, as operações, os quantitativos, os custos e as datas estão registradas na base do ERP. 

“A conexão do SAP com o BIM permite acompanhar as etapas construtivas em formato 5D, tanto para o que já foi executado, quanto para as etapas futuras. Os apontamentos periódicos das operações feitos no ERP serão replicados para o BIM de forma online”, explica Rebollo.

As duas ferramentas, SAP e BIM, estão sendo usadas em união no empreendimento Australis Easy Club, residencial de Joinville que tem previsão de lançamento para 2016.

Há nove anos atuando em Santa Catarina, a Rôgga já entregou 1.990 apartamentos. São 38 torres distribuídas em Joinville, Jaraguá do Sul, Barra Velha, Balneário Piçarras e Penha. Atualmente, 22 torres estão em construção, o que corresponde a 1.683 apartamentos, ou seja, mais de 190 mil m².

A empresa está investindo mais de R$ 18 milhões em pesquisa, qualificação, desenvolvimento de pessoas e de tecnologias. Parte dos recursos vêm da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). 

Um dos projetos da construtora é o Centro de Preparação e Logística (CPL), uma área de 2 mil m² destinada à industrialização do processo construtivo, que se localiza em Joinville.