Rimini Street inaugurou uma nova linha de negócios. Foto: Matt Paddock, MP Productions.

A Rimini Street, especializada em suporte terceirizado de softwares da Oracle e SAP, passou a suportar também o S/4 Hana, última versão do software de gestão da multinacional alemã.

A oferta inclui  conjunto completo de componentes funcionais e técnicos do ERP, incluindo a interface do usuário SAP Fiori e o banco de dados in-memory SAP Hana.

“Ao ampliar nosso portfólio de serviços para incluir suporte ao SAP S/4 Hana expandimos as opções aos licenciados SAP, possibilitando economias significativas e maximização do retorno de investimento, independentemente de quais produtos e versões SAP os clientes escolham usar”, afirma Seth A. Ravin, CEO da Rimini Street.

Além disso, a Rimini parece estar fazendo um reposicionamento do seu discurso no mercado, se preparando para atender a base crescente de usuários do S/4 Hana.

Até agora, a linha da companhia era enfatizar que os clientes SAP poderiam simplesmente não fazer o upgrade para a nova versão do ERP, contratando a Rimini para fazer o suporte terceirizado das suas versões já existentes e ficando nelas por tempo indeterminado.

A companhia inclusive contratou pesquisas de mercado visando demonstrar a reticência dos clientes SAP em migrarem, divulgadas em 2017 e 2019.

Apesar das pesquisas obviamente atenderem o interesse da Rimini, elas tinham um ponto de verdade.

A prova é que a própria SAP reconheceu que a migração para a nova versão não estava andando no ritmo projetado.

Em fevereiro deste ano, a SAP anunciou uma prorrogação da manutenção das aplicações da família Business Suite 7, conhecidas no mercado como ECC, até o final de 2027, aumentando assim em dois anos o prazo inicialmente estabelecido para 2025.

Com o anúncio, foi aliviada a pressão sobre os clientes para migrar para o S/4.

Por outro lado, a SAP está determinada a migrar a base para o S/4, o que vai acabar acontecendo, de uma maneira ou outra. Também já existe um número significativos de clientes migrados. Ambas situações devem ter levado a Rimini a decidir aposentar o seu velho discurso.

A Rimini atua com suporte terceirizado para tecnologias SAP desde 2008, oferecendo suporte código customizado crítico, atualizações fiscais, jurídicas e regulatórias.

É o suporte de mais alto nível, que, de acordo com a proposta da Rimini, permitiria ao cliente SAP deixar de fazer atualizações no seu sistema e pagar apenas uma fração que pagava pelo suporte da multinacional alemã ou dos seus parceiros.

Desde o ano passado, a companhia entrou também no suporte de nível 2, o que significa que passará a entrar em  suporte operacional, incluindo resolução de incidentes, gerenciamento de casos e análise de causa raiz para otimizar as operações em andamento, tanto do ERP como de aplicações que rodam em torno do SAP, como NetWeaver, GRC e BI,  entre outros.

A Rimini abriu as portas no Brasil em 2009 para atender um contrato com a Embraer.

A lista de clientes no país tem 94 nomes, incluindo Algar Telecom S.A, Bombril, Cacau Show, CPFL Energia e Peixe Urbano.

A companhia incomoda, mas ainda é muito pequena em relação à SAP e Oracle: o faturamento foi de US$ 281 milhões em 2019, uma alta de 10,9%.