Stewart Butterfield, CEO e cofundador da Slack. Foto: divulgação.

A Amazon fechou um contrato de vários anos com a Slack, plataforma concorrente do Microsoft Teams, para usá-la em larga escala, enquanto a Slack vai migrar seus recursos nativos de chamadas de voz e vídeo para a plataforma Amazon Chime.

Ao comunicar os resultados da empresa no primeiro trimestre de 2020, a Slack também informou que expandiu sua parceria com a Amazon Web Services. Ela utiliza a AWS há muito tempo para grande parte dos seus serviços.

Agora serão incluídas integrações com vários serviços da companhia, como AWS Chatbot, AWS Chime, AWS Sandstone, AWS CloudFormation e AWS Key Management Services. 

“Estamos animados em anunciar que a AWS agora é o provedor de nuvem preferido da Slack”, disse o comunicado assinado por Stewart Butterfield, CEO e cofundador da Slack.

Segundo o site Business Insider, isso significa que a empresa vai expandir para US$ 425 milhões seus gastos com a nuvem da Amazon.

O acordo ocorre no momento em que o Slack enfrenta uma concorrência crescente do Microsoft Teams, tornando-se improvável que a empresa utilize os serviços de nuvem da Microsoft no Azure ou do Google Cloud tão cedo.

A empresa não informou quantos dos 840 mil funcionários da Amazon usarão o Slack. De acordo com o site The Verge, a IBM é o maior cliente da plataforma até hoje: ela é usada por seus 350 mil funcionários.

Quanto à mudança para o Amazon Chime, a Slack já iniciou a migração e está procurando novos recursos.

"Por enquanto, estamos focados apenas em apoiar o back-end. Como o Chime possui recursos adicionais, queremos trazer a experiência móvel para incluir vídeo, o que não acontece hoje. Também estamos olhando para a transcrição”, contou Brad Armstrong, vice-presidente de negócios e desenvolvimento corporativo da Slack, ao The Verge.

Na opinião do site, a videoconferência por voz e vídeo é um ponto fraco do Slack em comparação ao Microsoft Teams e, com essa nova integração, a função deve ser bastante aprimorada no futuro, com foco nos clientes corporativos.

"O futuro do software corporativo será impulsionado pela combinação de serviços em nuvem e ferramentas de colaboração no fluxo de trabalho. A parceria estratégica com a AWS permite que as duas empresas se expandam para atender à demanda e oferecer ofertas de nível corporativo aos nossos clientes", destacou Stewart Butterfield, CEO e cofundador da Slack, em comunicado.

O novo contrato reflete como a Slack tem conseguido conquistar negócios: optando por parcerias e integrações com uma variedade de softwares rivais e provedores de nuvem, nem sempre tentando criar esses recursos na sua própria aplicação.

A Microsoft, principal concorrente da Slack, também está tentando atrair desenvolvedores e aprimorar o suporte a aplicativos no Microsoft Teams, além de colocá-lo como parte da assinatura do Office 365.

Dessa forma, a empresa está tentando estimular as empresas a usarem seu software de comunicação ao invés do Slack ou de outros concorrentes.

No final de abril, o Teams atingiu 75 milhões de usuários ativos diariamente, um enorme salto até mesmo em comparação com o início da pandemia.

Já o Slack tem mais de 122 mil clientes pagos, com um crescimento de 28% ao ano. No total, mais de 750 mil organizações estão usando um plano de assinatura gratuito ou pago, número que estava em 660 mil no final do último trimestre.

Embalado pela onda de trabalho remoto vinda com a pandemia, o Slack cresceu 50% no primeiro trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado.