Luiz Carlos Faray, diretor de TI do B2B da Oi. Foto: Divulgação.

A Oi firmou parcerias com as empresas HPE e Ormuco (companhia canadense de software) para lançar o Oi Smart Cloud 4.0. 

A solução é uma plataforma cloud baseada nas tecnologias Ormuco, OpenStack, Containers e Kubernetes que permite implementações gerenciadas de nuvens inteligentes e gestão de aplicações e dados dentro e fora do data center do cliente.

O sistema utiliza recursos de inteligência artificial e um único software de gestão em múltiplas clouds.

De acordo com o Tele.Síntese, a solução é resultado de um investimento de R$ 25 milhões da Oi para renovar seus serviços em nuvem. 

A Oi Smart Cloud 4.0 utiliza recursos de inteligência artificial para maximizar a eficiência operacional na gestão da plataforma, reduzir erros de alocação de recursos na nuvem e aumentar a disponibilidade do serviço.

Segundo a empresa, a plataforma possibilita aos clientes usufruir dos serviços IaaS, PaaS e SaaS ao mesmo tempo em que abordam requisitos de segurança e privacidade de dados. 

O Oi Smart Cloud 4.0 pode ativar serviços em múltiplos data centers e clouds através de uma única plataforma. Nesse caso, a arquitetura permite ao cliente gerenciar aplicações no data center do próprio cliente em cloud privada ou no data center da Oi, em cloud pública, privada ou híbrida.

A plataforma também disponibiliza uncionalidades, como a possibilidade de gerenciar containers, redes virtualizadas (SDN), ambientes não virtualizados (bare metal) e armazenamento gerenciado por software (software-defined storage).

“Esse lançamento faz parte de uma estratégia global da HPE e da Ormuco diante de uma nova era da cloud, onde, no Brasil, a Oi será a responsável por prover data centers para hospedar uma plataforma capaz de estabelecer a automação e a simplicidade como os grandes fundamentos do movimento de transformação digital que as empresas estão passando”, diz Luiz Carlos Faray, diretor de TI do B2B da Oi.

A tecnologia, que já vem sendo utilizada por operadoras e grandes empresas na América do Norte, Europa e Oriente Médio, estará baseada nos data centers Oi no Brasil. 

Todas as operadoras brasileiras entraram no mercado de nuvem ao redor de 2012 e vem brigando para conquistar um espaço desde então.

Um dos principais desafios é superar a desconfiança dos compradores corporativos sobre a qualidade dos serviços.

A Frost & Sullivan fez uma pesquisa com 121 diretores de tecnologia de médias e grandes empresas do país em 2013, na qual 20% sustentou que não confiava no serviço fornecido pelas operadoras.

Empresas de data center sofriam a desconfiança de só 3% e os grandes players globais de TI, 3%.

Desde então, muita água passou por debaixo. As operadoras começaram a se aproximar das empresas de TI nas suas ofertas de nuvem.

A Vivo mantém data centers próprios, mas também tem acordos com grandes players do setor, com destaque para a Cisco e VMware.

A TIM, até agora uma das mais discretas no assunto nuvem, fechou em agosto um acordo IBM e Ingram Micro para oferecer aos seus clientes soluções de nuvem pública da multinacional americana.

A Claro, através da Embratel, também tem data centers próprios no Brasil, onde pretende reproduzir seu posicionamento no México, em que disputa mercado com IBM, HPE e Sofftek desde que comprou a Hildelbrando em 2013.