COLABORATIVO

App mapeia falta de água em São Paulo

05/11/2014 16:31

Em três meses, a expectativa é conquistar 100 mil usuários e 10 anunciantes fixos.

App contará com anúncios de serviços que tenham relação com água. Foto: Will Rodrigues/Shutterstock.com

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Foi publicado na terça-feira, 4, na Play Store um app que tem o objetivo de mapear os locais mais afetados pela falta de água em São Paulo. O processo será feito de forma colaborativa.

O idealizador da ferramenta, intitulada Mapa da Falta D'água, é Hugo Arnaut, integrante da equipe de desenvolvedores da e-Solus.

“Além de organizar as informações, o app será uma forma eficaz de reclamação, pois estará aberto a todas as pessoas, inclusive a imprensa e poder público”, comenta Arnaut.

O app pretende contar com anunciantes que trabalhem com distribuição de água, caminhões-pipa, perfuração de poços artesianos, caixas d’água, entre outros.

“Pensamos em lançar um classificado de compra e venda de imóveis rurais que possuam água, ou até mesmo poderemos fechar uma parceria com a Sabesp e o governo”, explica Arnaut.

A ideia é que as empresas de produtos e serviços ofereçam descontos para os usuários do app.

Em três meses, a expectativa do fundador é conquistar 100 mil usuários, uma base capaz de atrair 10 anunciantes fixos para o projeto.

A cidade de São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes e está enfrentando a pior crise hídrica de sua história.

A chuva no último verão ficou até 70% abaixo da média, o que levou o nível do Sistema Cantareira, principal conjunto de reservatórios que abastece a Grande São Paulo, a patamares críticos já no início do ano.

Em março, foi batio o primeiro recorde do reservatório: 14,6% do volume total, o menor desde que o sistema foi criado, em 1974. A Sabesp, companhia estadual de saneamento de São Paulo, instituiu desconto de 30% na conta de água para quem reduzisse o consumo em 20%.

Em maio, a situação do Cantareira piorou: chegou a 8,2%. Para evitar um racionamento, o governo estadual liberou a exploração do chamado volume morto ou reserva técnica.

No final de outubro, o nível do Sistema Cantareira chegou a ficar em 3,5%, o mais baixo da história.

Nesta semana, já computada uma segunda reserva técnica, a Cantareira opera com volume de cerca de 12%.

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