VP de Tecnologia está de saída da Linx. Foto: Pixabay.

A Linx decidiu eliminar a posição de VP de Tecnologia, criada em fevereiro desde ano, e dividir a sua área de pesquisa e desenvolvimento em três partes, cada uma delas debaixo de uma das três vice-presidências de operações com as quais a empresa de software de gestão para varejo organiza sua oferta.

Com a mudança, o vice-presidente de tecnologia, Ney Santos, contratado também no começo do ano vindo da posição de CIO da BRF, saiu da Linx.

"A res-estruturação foi feita buscando melhorar a proximidade de tecnologia com os negócios, reduzir burocracias internas e aumentar a agilidade. Eu defendi pessoalmente este novo desenho de organização", afirma Santos.

Santos é um executivo experiente, com passagens pelo cargo de CIO de companhias como Carrefour e Sadia, além de duas passagens pelo comando da TI do Grupo Pão de Açúcar, uma delas totalizando quase uma década. 

“Esse movimento está alinhado à estratégia da Linx de agilizar os processos de inovação e desenvolvimento de produtos existentes ao unir as áreas de P&D das diferentes iniciativas da companhia às suas respectivas Operações”, explica a Linx em nota enviada aos acionistas.

A Linx tem três vice-presidências de Operações: a Linx Core, que foca na oferta tradicional de softwares de gestão para o varejo; a Linx Digital, que reúne compras recentes em plataformas de comércio eletrônico e assemelhados e a Linx Pay Hub, que comanda a operação fintech, vista como uma potencial galinha dos ovos de ouro pela empresa.

Tanto a vice-presidência de operações Linx Digital quanto a de Linx Pay Hub foram criadas neste ano e assumidas por executivos da casa.

A vice-presidência de operações de Linx Core, de onde vem a maior parte do faturamento da empresa hoje, foi criada em 2018 e é comandada por Gilsinei Hansen, que foi VP de Tecnologia por um período e veio para a Linx em 2016, oriundo da posição de ex-vice-presidente de Sistemas e Segmentos da Totvs.

Como a Linx articula sua área de pesquisa e desenvolvimento não é um assunto trivial. 

Desde 2008, a empresa já fez mais de 30 compras, mais ou menos uma a cada quatro meses e meio, em uma série de setores,  indo desde fornecedores de soluções de nicho para varejo de roupa, farmácias, postos de gasolina até diferentes players de e-commerce.

O desenvolvimento dos softwares adquiridos daqui para frente e as possíveis economias de escala com integrações são um fator chave para o futuro da empresa.

Em outubro de 2018 a Linx tomou um financiamento de R$ 388,4 milhões junto ao BNDES, a ser investido principalmente em pesquisas e desenvolvimento. 

O dinheiro do BNDES corresponde a 80% do Plano de Investimentos trienal da Linx até 2020, cujo valor total é R$ 485,5 milhões. Quase 95% destes recursos serão investidos em P&D. 

O volume de investimento é significativo. Toda a receita operacional bruta da Linx em 2017 chegou a R$ 656,1 milhões, o que correspondeu a um aumento de 15,5% em relação a 2016.