iPhone 6S encalhando nas lojas? Foto: Shutterstock.

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A Apple deverá cortar a produção dos modelos mais recentes de iPhone em cerca de 30% no primeiro trimestre do ano, devido a um acúmulo em seus estoques no final de 2015.

Segundo destacou o jornal asiático Nikkei, a empresa norte-americana negociou com suas manufaturas no oriente para que a produção seja reduzida, deixando os vendedores cuidarem do seus próprios estoques atuais, noticiou o diário de negócios.

A reportagem do Nikkei levou a uma queda de 2,5 por cento nas ações da Apple, que já perderam cerca de um quarto de seu valor desde as máximas recordes em abril. As ações das principais fabricantes asiáticas das telas e chips dos iPhones também tiveram fortes quedas após o anúncio.

Segundo analistas, os prognósticos de venda para o iPhone não são dos melhores em 2016. O Morgan Stanley, tradicional banco norte-americano divulgou um relatório indicando que 2016 será o primeiro ano em que a fabricante terá queda nas vendas de seu produto mais famoso.

Segundo o estudo, a expectativa do banco é que as vendas dos modelos do smartphone registrem um revés de aproximadamente 6% no ano fiscal 2016.

A previsão representa uma mudança radical na curva de crescimento apresentada pela companhia de Cupertino desde o primero iPhone, lançado em 2007 com cerca de 1,4 milhão de unidades comercializadas.

Desde então, a empresa aumentou seu número de vendas ano a ano. Em 2015, a companhia contabiliza 231 milhões de aparelhos vendidos, um aumento de 36% sobre os 169 milhões de smartphones comercializados em 2014.

Segundo os analistas, o alto custo do aparelho em mercados como China e América Latina serão fatores decisivos para a queda. No Brasil, com a valorização do dólar, o aparelho chegou a preços proibitivos para o público médio, o que gerou estratégias curiosas para gerar novas vendas. Um exemplo foi o da iPlace, rede de lojas Apple no Brasil, que criou a opção de consórcio para a aquisição de produtos da marca.

Além disso, a falta de novos clientes e o menor ritmo de atualização dos smartphones também pesarão neste cenário.

Se a previsão se concretizar, a Apple terá um ano difícil financeiramente, já que hoje o iPhone representa cerca de dois terços da renda e lucro da fabricante. De acordo com especialistas, se o crescimento do iPhone parar, a Apple também corre riscos de parar.