Foto: divulgação

Tamanho da fonte: -A+A

O Uber Eats, serviço de delivery de restaurantes da gigante americana, encerrará sua operação no Brasil a partir do dia 8 de março.

Nesta quinta-feira, 6, o serviço já interrompeu o uso de dinheiro em espécie, deixando disponíveis apenas cartões e Pix como formas de pagamento.

Segundo fontes do Brazil Journal, o movimento faz parte de um reposicionamento global da empresa, que está revisando seu portfólio e fechando operações que não são rentáveis em vários mercados. O serviço segue ativo nos outros 45 países em que a marca opera atualmente.

Na vertical de delivery, o plano da Uber é transformar o app do Uber Eats, que já tem milhões de downloads, num aplicativo com seus outros três serviços de entrega: a Cornershop; startup de entregas de supermercados adquirida em 2019; o Uber Flash, que entrega pacotes; e o Uber Direct, serviço B2B de entregas rápidas.

A principal razão do fim do serviço seria a quase monopolização do mercado por parte do iFood, o que estaria restringindo o acesso de outras plataformas aos pequenos restaurantes.

“O iFood criou uma barreira de mercado brutal, impedindo que os restaurantes se cadastrem em outros marketplaces e reduzindo a competitividade a ponto de tornar inviável para os novos entrantes,” disse uma das fontes à publicação.

A líder brasileira detém mais de 80% do market share de delivery de restaurantes no país, seguida pelo Uber Eats, com 10%, e pela Rappi, com cerca de 5%.

Em 2019, a espanhola Glovo, outro player do segmento, também desistiu do país um ano depois da entrada no mercado.

Empresas de tecnologia de áreas parecidas também deixaram o Brasil nos últimos tempos, como o Cabify, aplicativo espanhol concorrente da Uber e da 99, que alegou baixa rentabilidade diante do cenário da pandemia no país.

Já a Lime, especializada em patinetes elétricos, saiu da América Latina, interrompendo a operação em 12 cidades que não estavam dando lucro. Entre as brasileiras, estavam São Paulo e Rio de Janeiro.