Plano é tirar o cobre de cena. Será que dá? Foto: flickr.com/photos/samcatchesides/

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A presidente Dilma Rousseff tem cobrado do Ministério das Comunicações a modernização e expansão das redes de telecomunicações no país, em um esforço que irá envolver investimento de R$ 100 bilhões ao longo de dez anos.

Foi o que afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta quarta-feira, 05, em evento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Os investimentos preveem a substituição da rede de fios de cobre, usada para levar internet às residências, por fibra óptica, que torna a conexão dez vezes mais rápida, em todo o país.

Conforme Bernardo, entre as alternativas propostas pelo governo para estimular os investimentos no setor está uma linha de crédito do Bndes, de valor ainda indefinido.  

Segundo declarou o ministro ao Valor Econômico, a estrutura de serviços herdada do antigo sistema Telebrás pelas teles (Oi/BRT, Telefônica, CTBC, Sercomtel, Embratel) não será usada como moeda de troca para exigir novos investimentos.

As redes serão devolvidas à União ao fim da concessão, em 2025, garante o ministro, contrariando a alternativa que defende Jarbas Valente, conselheiro da Anatel.

Com o fim das concessões, o governo dividiria com as operadoras o custo dos investimentos em rede, e estas ganhariam de forma definitiva todos os bens que receberam na época da privatização da Telebras, além de acesso a linhas de crédito do Bndes.

O espólio da Telebras é estimado em R$ 17,3 bilhões pelo governo, sendo que nos cálculos preliminares das empresas, os bens reversíveis valem metade disso, informa a Folha de São Paulo.

No entendimento do governo, até 2025 estes bens já terão sido sucateados, ou seja: a troca por investimentos seria vantajosa.

Outro atrativo para as teles pode ser o governo acabar com a concessão na telefonia fixa, já que na móvel esta já não existe, e adotar o método de operação por autorização do executivo.

Com isso, o serviço passaria a ser prestado em regime privado, o que garante às teles liberdade para fixar preços.