André Ghignatti.

A WOW, uma das primeiras aceleradoras a abrir no Brasil, acaba de concluir a captação de cotas do seu terceiro fundo para aceleração de empresas, com o qual passará a contar com um total de 165 investidores individuais.

De acordo com a WOW, a cifra é a maior entre as aceleradoras do país. A meta é acelerar 24 startups no período de dois anos.

O primeiro grupo, em 2013, teve 57 participantes. O segundo teve 76 e o terceiro 110. Cada cota vale R$ 60 mil, pagos ao longo de dois anos. Além do aumento constante do número de cotas, a WOW comemora outros fatores que denotam o fortalecimento do ecossistema de startups. 

Alguns investidores compraram cotas em diferentes fundos. Mais importante, alguns empreendedores acelerados pela WOW colocaram dinheiro na aceleradora depois de vender participações dos seus negócios para fundos de investimento.

“Assim o projeto se realimenta, com dinheiro e conhecimento gerados no ecossistema retornando para o ecossistema. É também um importante reconhecimento por parte dos empreendedores”, afirma André Ghignatti, diretor executivo da WOW.

Hoje, a WOW conta com 45 startups aceleradas, mais de R$ 8 milhões investidos e mais de R$ 19 milhões captados em novos aportes de fundos de investimento. 

Duas empresas investidas se destacaram especialmente: a SocialCondo, um aplicativo para gestão de condomínios que entrou no mercado americano por meio de um investimento, e a Aegro, uma startup de agrotech que captou R$ 7 milhões do SP Ventures.

A tendência é que a WOW siga encontrando empresas interessantes. Na última edição do Startup Brasil, um programa do governo federal muito disputado por oferecer dinheiro a fundo perdido para startups, 11 das 52 selecionadas apontaram a aceleradora como sua opção preferencial. A WOW foi a segunda mais citada, só atrás da paulista Aceleratech, com 12.

Para aproveitar melhor a expertise de diferentes investidores, a WOW está organizando os investidores em grupos, já seja pelo interesse em startups de um tipo específico (varejo, financeiro, agricultura) ou pelo background do investidor (infraestrutura de software, gestão financeira, UX).

Neste modelo, cada startup terá seu mentor, que servirá como padrinho para canalizar as demandas da startup para o cluster de mercado e networking ou para os clusters de conhecimento profissional específico. Um investidor poderá participar de mais de um cluster.

“Para a aceleradora, a experiência e a disposição de se envolver com as startups dos investidores é tão ou mais importante que o dinheiro”, resume Ghignatti.