Carlos Beato.

A PTC acaba de contratar Carlos Beato, ex-diretor de desenvolvimento de canais para América Latina da Siemens PLM Software, para assumir o cargo de diretor de vendas sênior para a América Latina.

Beato seguirá residindo nos Estados Unidos e responderá diretamente para a matriz da PTC. Sob sua responsabilidade estarão também as operações no Brasil.

O executivo é um profissional no mercado de CAD e PLM. Antes de entrar na Siemens, em 2011, foi diretor de vendas de canal para América do Norte da Autodesk e diretor de vendas para América Latina para a SolidWorks.

Na SolidWorks, Beato fez as operações da companhia decolarem na América Latina, abrindo subsidiárias no Brasil, México e Argentina. 

No período, o executivo agregou ao canal da empresa a gaúcha SKA, então uma parceira da Autodesk e desde então o maior parceiro da SolidWorks no país.

Entre as missões de Beato para a região estarão criar o canal para emplacar as novas linhas de softwares voltados para Internet das Coisas e gerenciamento do ciclo de vida das aplicações nas quais a PTC tem investido pesado com aquisições para completar o seu portfólio.

“O meu objetivo na PTC é criar um ecossistema com nossos parceiros, soluções e clientes que os habilite a estarem a frente desse mercado”, projeta Beato. “Os dias em que um simples CAD era suficiente para criar um produto estão ficando para trás”, agrega o executivo.

Beato é uma reposição de peso para o time da PTC na região, que em fevereiro perdeu Hélio Samora, VP de Vendas para América Latina, hoje na presidência da Hexagon Mining. Samora esteve na companhia por quase duas décadas.

A PTC, fornecedora de soluções de tecnologia para indústrias, fechou seu ano fiscal (encerrado em 30 de setembro de 2014) com uma receita de US$ 1,358 bilhão, alta de 5%.

A multinacional está embalada no Brasil nos últimos tempos, tendo conseguido fechar contratos de porte que representam saltos de qualidade na operação numa tacada só.

Em 2012, a empresa venceu os arquirrivais da Dassault Systemes e Siemens em um projeto de implementação de software de gerenciamento de ciclo de vida do produto (PLM, na sigla em inglês) na Embraer de 10 anos avaliado em US$ 50 milhões.

No ano passado, a empresa venceu  um contrato para implementação do software de gerenciamento de ciclo de serviços (SLM na sigla em inglês) Servigistics na Cielo, maior empresa brasileira de captação e processamento de pagamento com cartões.

Não foram divulgados valores, mas nos bastidores circula a informação de que o contrato bateu sozinho a meta da subsidiária brasileira.