42,2% detestam receber mensagens não solicitadas. Foto: flickr.com-photos-mn_francis.

Uma pesquisa online realizada pela Opinion Box, a pedido do Mobile Time, revelou que 91% dos internautas brasileiros já receberam em seus celulares mensagens de texto (SMS) não solicitadas com propaganda. 

O estudo entrevistou 1.901 pessoas, respeitando a distribuição geográfica, etária, de gênero e de renda da população brasileira que acessa a internet. 

É razoável inferir que a proporção de nove em cada dez valha também para a base total de usuários de telefonia móvel no Brasil, não apenas para aqueles que acessam a Internet, já que os spammers não segmentam seus envios para esse grupo.

Segundo a pesquisa, 19% dos entrevistados recebem spams com propaganda diariamente, 34,6%, algumas vezes por semana, 30,7%, algumas vezes por mês, e 15,6%, raramente. 

Como era de se esperar, a maioria não gosta de receber mensagens não solicitadas.

Dos entrevistados, 42,2% disseram detestar esse recebimento, enquanto 34,7% não gostam.

Para 20%, essas ações são indiferentes, e 2,5% afirmaram gostar da publicidade. Apenas 0,3% marcaram a opção “adoro”.

Em maio, a Zenvia divulgou uma pesquisa que afirmava que 70% dos brasileiros já haviam recebido algum SMS marketing em seus celulares. Além do número menor de recebimentos em relação ao estudo do Mobile Time, a grande diferença dos dados está na aprovação das mensagens.

Na pesquisa da Zenvia, 52% dos entrevistados aprovaram o conteúdo recebido, enquanto quase 80% disseram detestar ou não gostar dessa publicidade na coleta de dados do Mobile Time.

A Zenvia é uma empresa de mobilidade focada em SMS coorporativo e de marketing.

Para o MobileTime, o problema da publicidade por SMS é que a origem da grande maioria dos spams de propaganda por mensagem vem de provedores de SMS pirata. São empresas não homologadas pelas operadoras e que, portanto, não são fiscalizadas ou monitoradas e nem precisam seguir contratos com as teles – somente, e quando muito, com seus clientes.

Rafael Pellon, diretor geral do MEF-LatAm, entidade que vem combatendo a prática do SMS pirata, esclarece que a maioria dos spams por SMS no Brasil, na verdade, não são campanhas de marketing de verdade, mas tentativas de fraude que geralmente tem origem de dentro de presídios.

 No caso de spam de propaganda efetivamente, Pellon concorda que a maioria vem de provedores de SMS pirata e comenta que as campanhas costumam ser disparadas entre sexta-feira e domingo, gerando picos de reclamações de consumidores no começo da semana seguinte.

Brokers homologados de SMS, por sua vez, exigem dos clientes o respeito ao opt-in, ou seja, que o consumidor tenha autorizado o recebimento das mensagens. Eles também incluem a opção de cancelamento em todas as mensagens.