Eduardo Polidoro, diretor de IoT e M2M da Embratel. Foto: Divulgação.

A área de internet das coisas (IoT) da Embratel passou a atuar há quatro meses como um nova diretoria executiva da companhia.

O setor, que já desenvolvia produtos para esse mercado, agora comanda a expansão de projetos nesse segmento, principalmente em carros conectados, energia, telemetria e saúde, de acordo com o Tele.Síntese.

A unidade também esteve envolvida na modernização da rede móvel, com a inclusão dos padrões NB-IoT e CAT- M1.

Eduardo Polidoro, que até o começo de 2017 atuava na GE, é o diretor de IoT e M2M da Embratel. Na GE, ele passou por cargos como gerente geral na América Latina de produto e soluções digitais e gerente de produto para Brasil e América Latina.

Ao Tele.Síntese, ele relata que as possibilidades de negócios gerada nesse mercado são cada vez maiores e demandam desde a conectividade a sistemas completos e integrados. O modelo de negócios que a empresa adota para o segmento pode variar conforme as necessidades do cliente. 

A companhia tanto pode entregar o pacote – como em gestão de frotas, onde, além da aplicação na nuvem, também fechou parceria com um fornecedor de hardware – como apenas a conectividade, como é o caso da Localiza, que desenvolveu sua própria plataforma.

A empresa atingiu a marca de 5 milhões de dispositivos conectados, praticamente na base M2M (máquina a máquina), dos quais 500 mil dizem respeito a soluções de carros conectados. 

O segmento automobilístico vem ganhando destaque na operadora, que já possui acordos com GM e Volvo. A GM será, inclusive, a primeira cliente de um produto ainda inédito no mercado de produção industrial que vai permitir mudar a característica do SIM Card de um carro sem a intervenção manual.

A nova diretoria de IoT e M2M está em fase final de elaboração de seu primeiro orçamento e previsão de investimentos para o próximo ano.

O investimento em IoT tem se tornado cada vez mais importante. As empresas reconhecem que o momento é de oferecer aos clientes não apenas conectividade, mas a solução completa para o problema de coletar, armazenar e analisar dados oriundos de milhares de sensores.

As operadoras, de acordo com esse ponto de vista, teriam aprendido as lições ensinadas pelo fenômeno das chamadas OTTs, empresas que oferecem serviços de vídeo, áudio e outras mídias pela internet, fazendo uso da infra construída pelas operadoras ao mesmo tempo em que canibalizam a sua receita.

Com essa visão, é possível aproveitar o crescimento do setor no Brasil. Um estudo da McKinsey Global Institute, do escritório Pereira Neto Macedo Advogados e da Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) aponta que o benefício esperado para o país com IoT poderá chegar a US$ 200 bilhões por ano em 2025, 10% do PIB atual.