Bruno Goldschmidt, um dos fundadores da Superplayer. Foto: divulgação.

Empreendedores gaúchos colocaram no ar nesta segunda-feira, 05, o Superplayer, uma plataforma na qual os usuários podem escutar músicas por streaming a partir de um banco de dados na nuvem.

O site segue o modelo de negócio de cases consagrados como o Grooveshark e Spotify, que hoje somam 50 milhões de usuários em todo mundo.

Os usuários podem subir músicas no site, que a partir desse momento estão disponíveis para streaming em toda a base de participantes.

A assinatura gratuita dá direito a 14 horas de reprodução via browser em computadores e dispositivos móveis. O uso ilimitado sai por R$ 6,90 mensais.

A meta é atingir 200 mil usuários registrados até o final de 2013. Supondo que 10% assinem o serviço pago, o Superplayer será um negócio de mais de R$ 1,5 milhão no final de 2014.

“Além disso, o modelo de streaming elimina o trabalho de download dos arquivos e a necessidade de sincronização entre equipamentos, uma vez que todas as músicas e listas ficam armazenadas em nuvem”, afirma Cássio Brun Goldschmidt, um dos sócios da empresa.

Uma possível pegadinha é a questão dos direitos autorais. O tema é a segunda pergunta a ser respondida no FAQ da empresa, onde a Superplayer destaca que “solicita que os usuários confirmem que têm permissão para fazer o upload”, que tem um contrato com o ECAD para pagar direitos autorais como se fosse uma rádio online e que o download não é permitido.

Em novembro passado, a Universal Music, a maior gravadora do mundo, processou o Grooveshark, pedindo centenas de milhares de dólares em danos. Sony, Warner e a EMI se juntaram à ação contra o site de streaming de música pelos mesmo motivos.

Disputadas a parte, o fato é que o streaming tem uma importância crescente no negócio da música.

Segundo a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI), a música digital já representa 32% da receita global da indústria da música, um pouco mais de US$ 5,2 bilhões por ano.

A maior parte dessa receita ainda é atribuída ao modelo de download. No entanto, em 2011 enquanto o modelo de download cresceu apenas 8%, o número de assinaturas de produtos de streaming cresceu 65%.

QUEM SÃO OS FUNDADORES
Cássio Goldschmidt reside na Califórnia há 15 anos e atualmente trabalha na Intuit, empresa dona de um software de contabilidade para pequenas empresas com faturamento na faixa dos US$ 3 bilhões.

Antes, o profissional gaúcho atuou na Symantec e Cisco nos Estados Unidos e na Elipse Software, de Porto Alegre.

Outro dos sócios da empresa é o irmão mais novo de Cássio, Bruno, um ex-analista da consultoria INDG, e  Pedro Concli Loureiro, CEO da agência de branding StudioBah.