Guilherme Barreiro.

Guilherme Barreiro, ex-head de cloud e managed services da T-Systems do Brasil, acaba de assumir o cargo de diretor da Locaweb Corp Cluster2GO, unidade que reúne os clientes corporativos da Locaweb e a Cluster2Go, negócio de multicloud adquirido pela empresa no ano passado.

O executivo estava na T-Systems desde 2012, tendo passado pela liderança de diversas áreas.  Antes, o profissional passou por cargos de perfil mais técnico na Politec, Gedas, IBM e Equifax.

Nos últimos nove meses, Barreiro liderou o portfólio em torno de nuvem pública e privada, telecom e cibersegurança, similar ao que terá a missão de comandar agora na Locaweb.

“Acredito que boas ideias acompanhadas de uma estrutura sólida representam um diferencial no ambiente organizacional. Então, a intenção desta parceria profissional é trazer ainda mais inovação para a empresa sem deixar de preocupar-se com a melhoria contínua de processos”, afirma Barreiro. 

Barreiro assume no lugar de Alexandre Glikas, um executivo de carreira na Locaweb, que, conforme o Baguete revelou com exclusividade ontem, deixou a empresa.

Glikas era um executivo com muitos anos de Locaweb, empresa na qual entrou em 2008 e na qual passou por diferentes funções, a maior parte em cargos de diretoria ligados à área comercial.

Segundo o Baguete ouviu de pessoas com conhecimento da Locaweb, Glikas era próximo dos fundadores da empresa, Gilberto Mautner e Claudio Gora. 

Em março do ano passado, a companhia anunciou um novo CEO: Fernando Cirne, ex-diretor da Locaweb Serviços de Internet, o braço de varejo da empresa.

O novo CEO foi contratado em 2012 para liderar o marketing, vindo de uma carreira feita na Abril Mídia, onde foi diretor de E-Business, entre outras posições.

É um momento de mudanças na Locaweb, que, de acordo com o Valor Econômico noticiou em outubro, está preparando uma oferta de ações.

Nos últimos anos a Locaweb tem investido na ampliação de seu portfólio para reduzir a dependência do negócio de hospedagem de sites, mercado no qual foi uma das pioneiras no país, ainda no final dos anos 90.

Ferramentas de comércio eletrônico e ofertas no modelo de assinatura (SaaS) representam hoje 61% das vendas. Em 2018, a receita bruta foi de R$ 371 milhões. Para 2019, a expectativa é atingir R$ 450 milhões. 

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 83 milhões ano passado e a expectativa é avançar para R$ 105 milhões em 2019.