Após ataque, Porto de Mucuripe opera com emails externos e muitas operações manuais. Foto: Ministério dos Transportes.

A Companhia Docas do Ceará, que opera o porto de Mucuripe, em Fortaleza, segue com vários sistemas fora do ar após uma invasão identificada no dia 28 de outubro.

Os atacantes exigem um resgate a ser pago em bitcoin para enviar a chave que decodificará as informações nos computadores.

O website da empresa está fora do ar, assim como o acesso externo ao sistema de administração, chamado de Sisport Web. O CISO Advisor explica que a solução, que até 2015 se chamava SIGEP, é um sistema próprio da empresa e serve para controlar as operações portuárias desde o seu início (carga/descarga do navio) até a cobrança da fatura (contas a receber).

Com o ataque, a empresa passou a operar com emails externos e realizar muitas operações manualmente.

Na terça-feira, 29/10, a empresa informou que sua expectativa era normalizar as atividades já no dia seguinte, o que não aconteceu. 

Semana passada, quando o ataque foi identificado, Mayhara Chaves, presidente da empresa, informou que imediatamente as equipes internas foram acionadas.

“Conseguimos bloquear as ações na companhia. O que eles fizeram foi criptografar nossas informações”. 

Assim, foi necessário fazer manualmente o controle da entrada e saída de caminhões de cargas e movimentações de cargas, mas o porto segundo ela não ficou parado. 

Foi solicitado apoio da Polícia Federal para as investigações.