O anúncio da linha z14 foi considerado pela IBM como o “mais significativo da tecnologia mainframe em mais de uma década”. Foto: Divulgação.

A GFS Software, fornecedora de soluções de infraestrutura para mainframes, atualizou seu próprio laboratório de desenvolvimento e tornou-se a primeira empresa da América Latina a utilizar o servidor IBM z14-ZR1.

“Nosso core é desenvolver softwares de infraestrutura com tecnologia IBM. Assim, nada mais justo do que manter a nossa própria atualização tecnológica em dia para refletir esse compromisso com nossos clientes. O lançamento do z14-ZR1 atende essa necessidade ao permitir que tenhamos mais autonomia e agilidade na hora de criar novas produtos", explica Guilherme Figueiroa, CEO da GFS Software.

Segundo o executivo, a aquisição da máquina faz com que a equipe de desenvolvimento da GFS possa ter uma visão mais real – e prática – da aplicação de suas soluções do que em um ambiente virtual. 

Para a empresa, outra vantagem de se trabalhar com o hardware físico é sua flexibilidade e mobilidade quando comparado a opções virtuais ou simuladas. A ideia é que, com o IBM z14-ZR1, os programadores tenham total interação com os dados, evitando quaisquer barreiras artificiais no processo.

O z14-ZRI foi adquirido em maio e instalado em julho de 2018. 

"A máquina é menor fisicamente, metade do tamanho da anterior. Fizemos alguns cálculos e o resultado da atualização foi uma economia direta e bastante expressiva no gasto de energia com o equipamento, mantendo a mesma capacidade e memória do antigo servidor", conta Daniel Simis, técnico responsável da GFS Software.

A GFS Software foi fundada em 1988 e desenvolve e representa softwares de infraestrutura, predominantemente com foco nas áreas de administração de storage e segurança da informação.

O IBM z14-ZR1 é a linha "entry-level" da nova família de mainframes z14, lançada recentemente pela IBM.

O anúncio da linha z14 foi considerado pela IBM como o “mais significativo da tecnologia mainframe em mais de uma década”, pelo fato das máquinas serem capazes de executar mais de 12 bilhões de transações criptografadas por dia. 

A capacidade de criptografia permite que os dados sejam embaralhados em todos as camadas de software e hardware do equipamento que poderiam ser exploradas por hackers, dificultando cada vez mais para o atacante obter qualquer informação útil.

Na versão mais "parruda", a IBM fechou alguns grandes contratos para o z14, incluindo Caixa Econômica Federal.