Brasília está construindo uma nova infraestrutura de TI.

A Extreme Digital Solutions, uma empresa de médio porte com forte presença no setor público, foi a ganhadora do pregão da para escolher uma integradora de nuvem pública para o governo federal, com uma proposta de R$ 65,94 milhões.

A empresa fez uma proposta combinando as nuvens da AWS, Huawei e Google. O edital pedia um mínimo de duas nuvens, fornecidas por empresas com datacenter no Brasil, o que é o caso das três multinacionais.

O edital foi disputado, com 20 propostas diferentes. A segunda melhor proposta veio da Claro/Embratel, que é a atual integradora, atuando com nuvem da AWS. A dupla pediu R$ 71,44 milhões e está recorrendo do resultado.

Ao todo, são quatro recursos apresentados até agora vindos da Globalweb, AX4B e Telefônica, terceiro, quarto e quinto melhores lances no pregão, respectivamente: R$ 84,04 milhões; R$ 85,69 milhões e R$ 89,52 milhões.  

Os descontos oferecidos foram significativos, uma vez que a licitação chegou a ser estimada inicialmente em R$ 340 milhões.

A Extreme Digital Solutions já passou pela qualificação jurídica, fiscal, trabalhista e econômico-financeira.

E quem é a Extreme Digital Solutions, afinal?

Como muitas empresas que atuam principalmente com setor público, trata-se de uma companhia discreta, que não costuma fazer grandes divulgações ou investimentos em marketing.

A empresa tem 317 funcionários com perfis no Linkedin, sede em São Paulo e filiais em Brasília e Rio de Janeiro. A EDS tem o nível 3 no modelo de qualidade de software CMMI, um selo atingido por relativamente poucas empresas no país.

Fundada ainda em 2014, a empresa já lista como clientes no seu site 46 órgãos de governo em diferentes esferas, indo desde de os Correios até o governo do Maranhão, passando por estatais estaduais de processamento de dados como Proderj e Prodesp, a Câmara de Deputados e a Justiça Federal.

O CEO é Márcio Moreira, ex-diretor de vendas do Grupo TCI e gerente de TI entre 2005 e 2011 da Imprensa Oficial, órgão que imprime, entre outras coisas, o Diário Oficial.

Caso no final leve mesmo o contrato, a EDS pode faturar bem acima do que os lances do pregão. 

Na primeira grande licitação desse tipo, organizada pelo Ministério do Planejamento, o valor inicial do pregão havia sido de R$ 29,9 milhões, com um total de 23 contratações.

Isso porque a licitação inicial era para 10 órgãos, mas outros 13 aderiram depois.

Dessa vez, mais órgãos do governo embarcaram já no começo. O edital já saiu com 44 interessados.

O edital prevê uma contratação inicial do integrador por 24 meses, mas com possível ampliação para 60 meses. 

A ata de registro de preços, a partir da qual são feitas as adesões posteriores, vale por 12 meses.