Participantes no Gramado Summit. Foto: Divulgação.

Tamanho da fonte: -A+A

O evento de startups e inovação Gramado Summit encerra nesta sexta-feira, 07, com um total de 1700 visitantes em três dias e uma esperança de volta à normalidade para o setor de eventos, um dos mais prejudicados pela pandemia.

É verdade que o evento ficou bastante abaixo das expectativas pré-pandemia. Na edição de 2020, cancelada pelo coronavírus, a expectativa era dobrar o número de participantes em relação a 2018, atingindo 8 mil.

Assim, a edição de 2021, a quinta do evento, ficou um pouco abaixo da metade da última a ser realizada. Tendo em conta que a imensa maioria dos eventos presenciais foi cancelada, a organização comemorou o resultado.

"Além de mostrar que os eventos não são vilões e que podem ser ambientes seguros, também insistimos em fazer um evento presencial porque eles garantem interações únicas", aponta o CEO da conferência, Marcus Rossi. 

O Gramado Summit teve um total de 90 expositores (a meta para 2020 era 200, novamente o dobro de 2019) e mais de 100 palestrantes, incluindo representantes do Google, Nubank, Startse e Ambev.

Apesar do público menor, a organização dobrou a área de exposição para a 24 mil metros quadrados, visando manter o distanciamento do público nos três palcos para palestras e aumentar o espaço de circulação. O check in também foi digitalizado.

“Fazer um evento presencial garante interações únicas. São as feiras presenciais que permitem fortalecer o networking, conquistar novos clientes e fechar grandes contratos. Por outro lado, também são os eventos presenciais que estimulam o aprendizado qualificado e a transmissão de conhecimento”, acredita Rossi.

Eventos como o Gramado Summit são também uma fonte de renda para muitas pessoas na Serra Gaúcha. Foram contratadas mais de 300 pessoas para trabalhar de forma indireta na realização da feira, que no último dia foi visitada pelo governador, Eduardo Leite (PSDB).

"É ótimo ver que é possível retornar os eventos, com restrições, mas que é possível. Mesmo com os avanços tecnológicos, nada substitui o olho no olho", disse Leite.

Até onde a realização do Gramado Summit representa uma volta de eventos presenciais, está por se ver.

O evento pode acontecer porque o governo do Rio Grande do Sul está em um período de liberação de atividades, depois de um alerta máximo que durou entre o final de fevereiro e o início de abril de 2021 na maior parte do estado.

Na semana anterior ao evento, o governo mudou seus próprios critérios para colocar o estado por decreto na bandeira vermelha, visando assim reabrir as escolas.

O número de mortes diárias está em queda, com 131 óbitos na média, menos 8% em relação a duas semanas atrás. 

Mas a situação ainda é preocupante. Muitos analistas já apontam para a possibilidade de uma terceira onda do coronavírus, o que coincidiria com o inverno no Rio Grande do Sul.