Smart cards G&D, agora produzidos em dobro no Brasil.

A Giesecke e Devrient (G&D), fabricante alemã de máquinas de impressão, processamento de papel moeda, aplicações com chips de segurança para meios de pagamento e identificação, vai duplicar a capacidade de produção de sua fábrica de smart cards em São Paulo.

O valor do investimento na fábrica paulista e o número de produção não são divulgados.

A companhia registrou vendas anuais de cerca de € 1,7 bilhão em 2011, dos quais € 1,4 bilhão são provenientes de negócios fora do território alemão, incluindo o Brasil.

No país, a empresa está há cerca de 11 anos, por meio da joint-venture GD Burti,  formada com a brasileira Gráficos, de quem comprou totalidade de participação acionária há cerca de um ano.  

Com o novo investimento na fábrica de São Paulo, a meta é se tornar a maior fabricante de smart cards na América Latina, segundo Luiz Claudio Menezes, diretor da G&D América do Sul e vice-presidente do grupo.

Responsável pela reestruturação da fábrica local, o executivo afirma que será focadano aumento da oferta a nichos como transações e identificação eletrônica, tecnologia de leitura remota (contactless) e chips de identidade para dispositivos móveis ou GSM.

“Estamos especialmente em sair na frente com produtos como smart cards de grande capacidade e produzidos em policarbonato, bem mais duráveis que os tradicionais e adequados a aplicações com vida útil mais longa, como documentos de identidade, carteiras de organizações de classes ou documentos associados a dados históricos”, comenta o executivo.

Para dobrar a capacidade de produção da fábrica paulista, a empresa adqiriu novas máquinas de personalização, laminação e envelopamento.

Além disso, incorporou cerca de cinco mil metros quadrados adicionais à área ocupada pela planta e investiu na automação de vários processos, anteriormente feitos de forma manual.

“A nova fábrica é a mais flexível do Cone Sul e uma das poucas no mundo com capacidade técnica para produção de soluções de alta segurança em nível de hardware, software e serviços, incluindo cartões e plataformas de gerenciamento OTA, com capacidade para a leitura de dados no sistema RFID ou GSM”, destaca Menezes.

O diretor conta, ainda, que há mais de quatro anos a empresa vem acompanhando a evolução do projeto do Denatran para monitoramento de veículos por chip.

“Com a nova fábrica, nossas posições nas licitações que serão abertas, sem dúvida, saem muito mais fortalecidas”, confia Menezes.

Com 58 subsidiárias em 32 países, a G&D tem 18 fábricas e emprega 10,5 mil profissionais globalmente.

Há cerca de dois anos, a empresa habilitou sua solução de cartões em policarbonato para o projeto do novo Registro de Identidade Civil (RIC) e entregou cerca de um milhão de cartões para projetos piloto do governo federal nesta área.

No país, são clientes nomes como Bradesco, Itaú, Citibank, CEF e Banco do Brasil, além de operadoras, como Claro, TIM, Vivo e Nextel.

As certificadoras digitais Serasa-Experian e Certisign também são clientes no país.

Segundo Menezes, no último ano a G&D cresceu quase 40% no Brasil e para o próximo exercício a expectativa é de crescimento adicional de cerca de 25%.