Aldo Pereira Teixeira, presidente e fundador da Aldo.

A Aldo, empresa de distribuição de tecnologia sediada em Maringá, atingiu um faturamento de R$ 580 milhões no ano passado, o que representa uma alta de 40% frente ao obtido em 2017.

Pela primeira vez, o negócio relacionado a energia solar, introduzido há apenas três anos, foi o maior em faturamento dentro da empresa, com 49% do total, seguido da área de TI, na qual a Aldo atua desde 2000 com 48,5%.

Em TI, a empresa é distribuidora da Intel há 16 anos, trabalhando além disso com marcas como Acer, Intelbras, AOC, Supermicro, Nvidia e HP.

A diferença, de 2,5%, vem do negócio de drones. A Aldo é distribuidora no país da gigante chinesa DJI, que domina o mercado mundial desse tipo de equipamentos.

O resultado foi quase o dobro da meta estabelecida para 2018, inicialmente na casa dos 25%. A meta para 2018 é crescer outros 40%, o que representaria um faturamento de R$ 812 milhões.

Ao todo, mais de 13 mil clientes foram atendidos pela empresa, sendo 91% das compras realizadas pelo portal, canal responsável por 73% do faturamento.

A Aldo já é a empresa que mais cresce no segmento de energia solar segundo dados da ANEEL, tendo comercializado mais de 13 mil geradores de energia fotovoltaica nos últimos três anos. 

Em 2018, a empresa começou a distribuir equipamentos de alguns dos maiores players do segmento, como as alemãs Qcells, SMA e K2-Systems e a suíça ABB, essa última com foco na disponibilização de carregadores veiculares.

“Para 2019, apostaremos alto na oferta exclusiva Aldo Solar 365, composta por equipamentos geração e armazenamento de energia solar que possibilita economia durante os períodos de ponta, pico de demanda ou falta de energia da concessionária”, afirma Aldo Pereira Teixeira, presidente e fundador da Aldo.

Marcando os 36 anos de atuação da Aldo no Brasil, em 2018 foi inaugurada a nova sede da empresa com investimento de mais de R$ 40 milhões em um novo prédio com 16 mil metros quadrados de área construída.

Como parte se seu programa de mobilidade elétrica, o espaço conta a primeira garagem solar pública para abastecimento de carros elétricos do sul do país. 

A Aldo começou a apostar no segmento de solar justo quando a área de distribuição passava por um próximo momento no país. 

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti), o segmento fechou o ano de 2015 com uma queda de faturamento de 8%. 

Em 2017 a situação começou a melhorar, com a mesma Abradisti divulgando um faturamento total do setor de R$ 11,3 bilhões, o que representa um crescimento de 7,6% na comparação com 2016.

Para 2018, a previsão da entidade era que o setor cresça num ritmo parecido, chegando a R$ 12 bilhões.