Cade optou por manter o seu data center particular. Foto: Pexels.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão regulador do mercado do Brasil contratou a Aceco para construir uma sala segura para data center, pelo valor de R$ 3,9 milhões.

O extrato da contratação foi publicado nesta terça-feira, 07, no Diário Oficial da União. O contrato inclui a implantação de uma sala segura, com proteção certificada contra incêndio, gases corrosivos, água, interferência eletromagnética, vandalismo, roubo, explosão, pó e acesso não autorizado.

A Aceco é a maior empresa atuante no país na parte de construção da infraestrutura física do data center. Não se sabe se o Cade irá transferir as máquinas que já tem para o novo local, ou se fará também um upgrade de equipamentos.

Seja como for, o Cade parece ter decidido ir na contramão da orientação geral do governo federal no sentido de fechar data centers de pequeno porte e ganhar escala com compras de computação em nuvem no atacado.

A estratégia de migração para a nuvem é discutida em Brasília desde 2013.

Em 2016, o Ministério do Planejamento orientou os órgãos públicos a não investirem mais em infraestrutura própria, recomendado a contratação de computação em nuvem.

A decisão de migrar para fornecedores privados foi justificada pela padronização tecnológica e a redução de custos por compra em escala.

Um grande passo foi a contratação da Embratel no final de 2018, pelo valor de R$ 29,9 milhões.

A decisão do Cade é mais chamativa porque não parece haver uma justificativa muito óbvia para um órgão com esse perfil investir em uma infraestrutura própria de TI.

O conselho do Cade é composto por sete conselheiros que se reúnem para julgar fusões e aquisições de empresas que possam resultar em monopólio ou outras infrações de mercado.

Durante um período do ano passado o órgão chegou a ficar paralisado pelo atraso na nomeação de conselheiros por parte do executivo.