Samsung foca no corporativo no Brasil. Foto: divulgação.

Depois de se consolidar como me smartphones no Brasil, dominando 54,3% do mercado, a sul-coreana Samsung agora parte em direção ao segmento corporativo do país com soluções na nuvem e, principalmente, mídia interativa em telas gigantes.

A estratégia está apoiada em dois cenários. O primeiro envolve a realidade do sistema operacional Android, utilizado nos devices da fabricante. No mercado corporativo, o software é tido como menos seguro do que os rivais IOS, da Apple, e Blackberry, quando o assunto é proteção de dados.

"O Android, sistemas operacional que usamos, ainda precisa crescer mais no mercado corporativo, de forma que precisávamos desenvolver aplicações que tivessem níveis de segurança acima da concorrência", admite Marcelo Zuccas, vice-presidente de Negócios Corporativos para América Latina.

Diante da demanda por segurança, a empresa lançou na semana passada, no Brasil, o Samsung Knox, pacote de aplicações que são blindadas em containers dentro dos devices e gerenciadas por software na nuvem ou in house.

"O mercado ainda está propenso à compra soluções de outras fabricantes, mas esta solução é a única que vem blindada no hardware, garantindo mais segurança", explica Willian Comar, diretor de pré-Vendas do Knox. Ele conta que a solução está desde janeiro deste ano em bancos, seguradoras e varejistas brasileiros.

O segundo cenário tem como pano de fundo o crescimento da interatividade do varejo brasileiro e as oportunidades geradas pela Copa do Mundo relacionadas à propaganda digital. Tanto que a empresa é uma das principais patrocinadoras de seleções sul-americanas, como Brasil e Chile.

"São áreas que estão mais maduras do que antes, logo este fator permite que as empresas invistam mais em inovação para atendimento de clientes", conta Zuccas.

O executivo passou 26 anos no comando dos negócios corporativos na IBM antes de assumir o departamento na Samsung, criado no final de 2012.

O mercado corporativo representa atualmente 20% da receita global da empresa. Para a região da América Latina, o executivo aponta que a tendência é a de que a fatia seja 10% por ser uma área de atuação pouco explorada na região.

Para suportar a estratégia de explorar o mercado corporativo, a empresa se mudou para um prédio maior localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo. As novas instalações, anunciadas nesta terça-feira (08/04), comportam 1000 funcionários e setores novos como laboratórios de desenvolvimento e espaços-conceito para simulação de ambientes.

As soluções corporativas contam com a parceiria de empresas nacionais como Bematech, em impressoras fiscais, e de companhias de software como GM7, Applance e Zoox. As pricniapis verticais na mira da empresa são varejo, hotelaria, segurança, finanças e construção.