O governo vai iniciar estudos para a abertura de capital da Caixa Seguros. Foto: Bernardo Rabello/Imprensa Caixa.

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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, anunciaram nesta quarta-feira, 8, que o governo vai iniciar estudos para a abertura de capital da Caixa Seguros. 

A medida não atinge as demais atividades da Caixa, que continuará um banco 100% público, de acordo com os ministros. 

“Se pudermos, vamos fazer ainda este ano. A intenção está estabelecida”, disse Levy.

A Caixa Seguros já tem sócios privados. Os estudos terão como parâmetro a abertura, em 2013, do capital do BB Seguridade (empresa do Banco do Brasil responsável por investimentos em seguros).

De acordo com o ministro Levy, ainda não há estimativas sobre quanto o negócio pode render aos cofres do governo e esses não poderão ser contabilizados para reforçar o superávit primário. 

“A receita de qualquer venda de ativos não gera [superávit] primário, nunca gerou, não gerará nesse caso”, explicou.

Além do impacto nas contas públicas, o ministro também defende a abertura de capital da Caixa Seguros como a oportunidade para criar um instrumento de poupança destinado aos pequenos investidores.

O plano de abrir o capital da área de seguros não é exclusividade do governo federal. No Rio Grande do Sul, a meta de cortar custos e atenuar o déficit previsto em R$ 5,4 bilhões em 2015 passa pela venda de parte do Banrisul Seguros, subsidiária do banco estatal voltada à seguridade.

Embora o plano ainda não tenha saído do papel, o estado avalia a venda de 49% das ações da seguradora a um investidor privado, uma manobra que poderia injetar bilhões nos cofres públicos, segundo a Zero Hora.

O governo está preparando uma lista de ideias, que ainda serão submetidas à cúpula do Palácio Piratini. Após isso, as medidas pré-aprovadas seguirão para a Assembléia Legislativa, o que deve já ocorrer em maio.